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Há cinco anos que a saudade só cresce...


Há cinco anos eu vivia meu maior pesadelo... aquilo que mais temia, e que de certa forma adivinhava sem querer acreditar aconteceu. Há cinco anos você seguia seu caminho e ia ao encontro de minha mãe. Há cinco anos precisei começar a me reinventar, tornando-me, de repente, a "cabeça" da família. Há cinco anos, em meio ao turbilhão causado pela enchente do início do ano, somado à dependência química da Thabata, precisei levar à risca o tal "levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima".

Não havia tempo para baquear. Não havia tempo para revoltar. Não havia tempo para racionalizar. Não foi nada fácil.  A sua partida repentina me devastou. Abriu um buraco imenso em minha vida, e na vida das meninas também. Não há como negar, a ausência física dói demais, a tristeza é inevitável e imensurável.  :'(

Mas eu não seria filha de Ronaldo e Solange se me permitisse entregar a essa dor sem tamanho. Não teria aprendido a lição de Fé, que sempre me ensinaram, se não fosse à luta imediatamente. Ok... o fato de compreender as leis espirituais ajudaram um bocado, impediram que houvesse revolta, facilitaram a aceitação. Mas também este conhecimento devo a ambos. ;) 

Foi tirando força da força que me ensinaram a ter que superei a dor, que segurei a barra da internação da Thabata, que enfrentei as enchentes no outro ano, que encarei uma mudança de cidade para ser promovida no banco, que tenho pautado todas as decisões de minha vida. Só espero não os estar decepcionando! ;)

Sabe, pai? Ainda hoje me pego querendo falar com você. Querendo ligar, pedir opinião, ouvir sua voz. Querendo um abraço como este da foto. Essa falta de contato é que maltrata. A saudade, nestes cinco anos, só fez crescer. A gente "acostuma", é verdade. Conforme passa o tempo, a saudade vai ficando mais "leve". Mas determinados momentos tudo é reavivado, e a "ficha" volta a cair como se tivesse acabado de acontecer. Como há algum tempo que cheguei em casa e pensei "que bom que cheguei cedo, posso ligar para o meu pai"... :( É... nesse dia desabei legal. Mas é que a saudade é grande demais, sabe?

Só que o dia hoje não é de tristeza, porque foi o dia em que alcançou aquilo que almejou por dez anos. O dia que reencontrou seu grande amor. O dia que se libertou de uma doença, que não sabemos ao certo o que era, mas que vinha lhe maltratando e podia maltratar ainda mais. O dia do seu REnascimento, na sua verdadeira morada. E é por ter certeza de que está bem, e que está feliz, que eu agradeço diariamente por ter ido da forma como foi. Rápido, sem grandes sofrimentos, em paz. Você merecia isso. Era É um grande sujeito. E eu AMO VOCÊ, com uma intensidade absurda. A saudade? Essa permanece, claro. E cresce, diariamente. Mas eu sei que é temporário, e em algum momento iremos nos reencontrar e dar muitos abraços, ainda mais felizes do que o desta foto aí. (e depois você vai apanhar um bocado por ter me deixado aqui tão cedo, viu??? :P )

Para festejar sua data, vou finalizar com um texto seu, que faz tempo que não publico, né?

"Nunca se esqueça, nem um segundo, que eu tenho o amor maior do mundo... como é grande o meu amor por você!"

Beijos, paizinho! AMO, AMO, AMO, AMO, AMO muito você!!!

Andréa

COMO SOMOS PEQUENOS...
(Ronaldo Tikhomiroff)

Desde o dia em que o homem percebeu sua superioridade sobre os demais companheiros da Natureza, fruto de uma capacidade de raciocínio inexistente em outras espécies, começou a cavar sua própria desgraça. Ao se sentir superior aos demais, ele se intitulou o senhor da Terra e a destruiu. Trouxe o extermínio de espécimes que aqui viviam sem incomodá-lo, trouxe a devastação das matas que só lhe ofereciam as condições mínimas de sobrevivência, trouxe a demarcação das terras a nós cedidas por Vontade Superior...e com isso, as guerras.

Não satisfeito, criou o dinheiro e distorceu sua finalidade. Da praticidade da moeda, surgiram a ganância, a corrupção, a extorsão, o roubo e o domínio dos mais ricos sobre os “menos favorecidos”. Apesar de todos serem frutos de uma mesma origem, o homem inventou o “sangue azul” e, com isso, criou as “famílias reais” que passaram a ser adoradas pelos chamados plebeus, na verdade gente da mesma espécie humana daqueles sanguessugas. Esqueceu-se de tudo aquilo que compunha, na verdade, sua essência. Esqueceu-se de amar o próximo e a si mesmo. Tornou-se um ser danoso a todas as espécies vivas, a toda a Natureza e...com toda sua inteligência...danoso à sua própria sobrevivência.

Ao tomar conhecimento das conseqüências da crise no nosso sistema de saúde, com greves paralisando hospitais, com doentes implorando por assistência médica, deitados no chão frio dos corredores de hospitais, chego a me envergonhar de minha condição de ser humano, de certa forma parceiro desses que demonstram um total desprezo pela vida humana. A que ponto chegou o ser humano, principalmente aquele que, pelo menos nas aparências, abraça uma profissão para ajudar a aplacar o sofrimento de seus semelhantes. Vira-lhes as costas pelo mais vil dos motivos: o dinheiro. Aquele mesmo dinheiro que levou Cristo ao sacrifício da cruz.

Como pode dormir sossegado um médico que se recusa a atender seus irmãos que sofrem, simplesmente porque não poderá somar um pouco mais a seu patrimônio? Como pode alguém usar a vida humana, não a sua, para barganhar um aumento salarial ou melhores condições de trabalho? Mesmo que a falta deste aumento signifique provações para si e sua família, certamente não pode ser trocado pelas vidas humanas que deveriam estar sob seus cuidados. Seus motivos, em princípio justos, deixam de existir, face à barbaridade infringida a seus semelhantes, que nele depositam suas próprias vidas.

Se a estrutura governamental não consegue, ou não se propõe a resolver o problema da saúde, é justo tal conta ser paga com a vida de pessoas que sequer contribuíram para tal problema? Da mesma forma que a atitude dos governantes é deplorável, também o é a daqueles que, por obrigação moral, pelo menos, deveriam estar nas frentes de batalha, socorrendo com muito amor a todos que deles necessitam. O que está faltando é exatamente isto:  AMOR!

Quantos indivíduos, que nada fazem de útil na vida, seja por se encontrar em posição financeira elevada, seja por vagabundagem, estão tomando conhecimento da situação caótica da saúde e sequer movem um dedo para tentar aplacar o sofrimento dos mais carentes? Como pode o sistema governamental falar em telefonia celular ou casa informatizada em um país onde os cidadãos são submetidos a situações humilhantes e degradantes por falta de lençóis nos hospitais? quantos lençóis a “socialite”, que nada faz na vida senão “badalar”, costuma usar para dormir? onde está o amor ao próximo? onde está a dignidade humana? quando o homem vai acordar e se tornar grande perante seu Criador?

Após resolvida a greve irresponsável na saúde, sejam quais forem os resultados, quem será o responsável pelas mortes e lesões irreversíveis dos inocentes que ficaram perambulando, implorando um atendimento médico? será você, DOUTOR? ou será melhor você rasgar seu diploma e se dedicar a trinchar carne em um matadouro? afinal, que diferença existe? se hoje você ocupa uma posição privilegiada na sociedade, esteja certo que sua prestação de contas perante o Pai não será diferente da de todos os seus irmãos que hoje você ignora. Porém você terá uma grande surpresa: será julgado com todo o amor que hoje você negou a seus semelhantes. Isto não é uma ameaça. É uma certeza irreversível.

Este é mais um momento para refletirmos. De nada adianta nossa indignação pelos fatos que ocorrem em nossa volta se não procurarmos crescer. É no crescimento interior do ser humano que reside a cura para os males criados pelo próprio homem. De nada vale criticarmos os fracos de espírito, se viramos as costas para aqueles que precisam de nosso auxílio. Pois são os fracos de espírito os que mais necessitam de auxílio.

Na atual conjuntura mundial, onde a degradação do ser humano se evidencia a cada instante e em cada rincão da Terra, é necessário, é urgente que todos aqueles que possuam um mínimo de discernimento sobre seu papel, sobre seus deveres enquanto ser humano, reconheçam os erros e procurem minimizar a miséria humana. Aqueles que possuem o privilégio de reconhecer seus próprios erros, de tentar corrigi-los a cada queda, se tornam grandes perante os infelizes que sequer enxergam a razão de sua própria existência e que precisam de luz para, pelo menos, saberem onde estão pisando e para onde estão se dirigindo.

É essencial que o homem do final do século XX reconheça quanto é pequeno em suas atitudes e que, através do caminho interno, buscando sua essência, procure crescer e se tornar digno de seu Criador.

A tempo: mais uma criancinha morreu por falta de atendimento médico na rede pública...Que Deus perdoe os fracos de espírito!

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Busca


Passadinha ligeira, deixando um texto para reflexão! Essa semana passo com mais tempo! Espero... ;)

OS NOVOS TEMPOS
(Ronaldo Tikhomiroff) 
De tempos em tempos o fato se repete. Novas pessoas, sem saber porque, sem saber como, surgem com a mesma história. Uma história de busca incômoda mas insistente, que trás uma série de questionamentos, pois não sabem o que buscam e o que as incomodam. Não atentam, por não conhecerem os processos de encaixe dentro desta nova realidade, que o que sentem nada mais é do que o chamamento interno para um novo posicionamento. Não se trata de nenhum fenômeno mediúnico, de nenhum desequilíbrio emocional ou mental. Apenas está sendo oferecido a essas pessoas a oportunidade de redirecionarem suas vidas.
Cada um de nós, enquanto seres viventes no sistema evolutivo terreno, possui o dom do livre- arbítrio. Neste momento em que o chamamento interno se manifesta, a decisão final está entregue ao livre- arbítrio. É chegada a hora de decidirmos entre nossas emoções,  nossa  razão, puramente materiais e nossa intuição, aquela voz interna para a qual nunca demos maior atenção e que agora se manifesta com maior vigor. Esta manifestação, traduzida pelos questionamentos que agora nos incomodam, é o despertar de nosso Eu Interno, nos convocando para os novos tempos.
Durante dezenas, centenas ou mesmo milhares de vidas passadas, foi-nos dado oportunidades de crescimento interior. Em cada uma delas sempre aprendemos um pouco, mesmo que inconscientemente. Peculiaridades não bem resolvidas foram-nos reapresentadas, para que tivéssemos nova oportunidade para crescermos. Assim é o processo evolutivo no âmbito terreno. Ainda que nossa mente material não traga esses registros, nossa consciência cósmica está sempre registrando cada momento de nossas existências. Como alunos da “Escola da Evolução”, chega o momento em que devemos tomar a decisão sobre o que aspiramos para nosso futuro. Afinal, desejamos continuar no “curso básico” ou queremos participar de cursos mais avançados?
Se estamos sendo “incomodados” por este chamamento é porque atingimos a “média mínima” para nos graduarmos. Cabe a nós tomarmos a decisão. Afinal, os novos tempos estão aí.
O desabrochar de nosso Eu Interno precisa ser auxiliado por nossa intenção de nos conectarmos com o Plano Superior e renunciarmos aos apelos de nosso ego. Se não fizermos um movimento de atenção ao chamamento interno, este continuará a insistir, nos apresentará sinais indicativos de sua presença, provocando nosso livre-arbítrio a tomar sua decisão.
Ao sentirmos a presença de nossa voz interna, devemos nos aquietar, deixar que ela se manifeste e nos indique o passo a tomar. Não devemos nos deixar seduzir por nosso ego, nem deixar que nossos pensamentos sejam poluídos pelo desânimo provocado pelas dificuldades que se apresentam em nosso cotidiano. As forças involutivas aí estão para nos desviar. No entanto, se REALMENTE desejamos nos coligar com o Plano Superior, devemos nos entregar com toda a fé a este objetivo, ditado pelo nosso íntimo com tanta força. Não devemos nos esquecer que até Sidarta, o Buda e mesmo Jesus, o Cristo, foram tentados pelas forças negativas. Eles nos deram o exemplo de perseverança e fé. Porque não seguirmos seus exemplos?

Eu volto.

Andrea

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Religiosidade... a busca da Verdade


Esta semana andei meio relapsa... cansaço físico e mental, unidos à uma certa preguiça por causa do friozinho que se instalou, fez com que os dias passassem e eu não publicasse nada por aqui. :D Estou com algumas ideias de textos, dicas, então tentarei aparecer o quanto antes, ok? ;)

Como este mês ainda não publiquei nada de meu pai, fui olhar os textos dele para escolher algum. Trabalho difícil... textos escritos há mais de 20 anos e ainda tão atuais! o.O Bom ou ruim isso? No mínimo um sinal de que a humanidade não tem evoluído muito, eu acho... 

Escolhi um que fala sobre a religiosidade, que penso caber muito bem numa época em que as pessoas defendem suas crenças de forma incisiva, meio que torcida de futebol... cada qual se acha mais certo que o outro, cada qual acredita estar ao lado da Verdade Única e Definitiva, como se esta existisse! Toda religião traz em si a Verdade adequada para as pessoas que nela se sentem confortáveis. Mesmo quando a pessoa tem uma crença própria que não se encaixa em uma religião formal, também tem ali uma Verdade. ;) 

Mas... para quê ficar falando de algo que "seu Ronaldo" já escreveu tão bem, né? ;) Deliciem-se!

Eu volto!

Andrea
NÃO SE DEIXE ENGANAR 
(Ronaldo Tikhomiroff)
Desde o nascimento da Humanidade na face da Terra, desde que o homem tomou consciência de suas diferenças em relação aos demais seres vivos, que ele se pergunta sobre as leis da Natureza, sobre suas origens transcendentais, sobre o enigma do processo de nascimento e morte, sobre sua vida aqui e em outros planos espirituais.
Esquecido de sua origem divina, porém com a lembrança latente em seu interior, o homem procurou explicar sua presença na Terra através de mitos, superstições e lendas, que, ao longo do tempo se materializaram em seitas e religiões onde se criou a figura de um deus ou de deuses que manipulavam, com todos os defeitos  e paixões humanas, a vida do pobre homem terrestre. Eram as religiões antigas, chamadas por Einstein de “religiões-angústia”, onde seus deuses mantinham o homem sob o jugo constante de suas “vinganças” e castigos. Essas religiões foram se extinguindo, dando origem às religiões dos tempos atuais, chamadas, também por Einstein, de religiões-morais.
Como conseqüência da evolução mental e espiritual do ser humano não ter sido acompanhada por evoluções estruturais das religiões ditas modernas, constatamos cada vez mais a fuga de fiéis dessas religiões, que passam a buscar o conforto para algo que os incomoda, algo que trazem em seu íntimo e que não encontraram explicações até então. E aí se tornam frágeis...
Frágeis e presas fáceis para os exploradores da fé. Além da proliferação de novas seitas e “religiões”, o crescimento do misticismo e do esoterismo gerou o surgimento de autênticos “donos da verdade”, uma verdadeira indústria que explora a fé, ou falta de fé, alheia.
É preciso cuidado, muito cuidado, ao nos envolvermos com tais assuntos. O movimento da nova era (New Age), originado na Califórnia, cujos fundamentos entendemos verdadeiros e sérios, motivou o surgimento de verdadeiros arautos dos “novos tempos”, sem nenhum conhecimento mais profundo senão a cultura adquirida na literatura, por vezes duvidosa. A grande maioria não distribui seus “conhecimentos” senão através de um ganho financeiro, o que, por si só, os auto-condena. Afinal, os verdadeiros arautos do Plano Espiritual são meros e humildes instrumentos em cujo ego não cabe a vaidade ou a cobiça.
Como disse acima, o verdadeiro conhecimento está dentro de cada um de nós. Todos possuímos gravado em nosso íntimo, latente em nosso Eu Interno, a lembrança de nosso vínculo cósmico. Antes de sairmos em busca de respostas, porque não as procuramos em nós mesmos? Da mesma forma que qualquer religião é boa para aqueles que sentem o conforto espiritual em seu seio, qualquer crença em conceitos esotéricos também o é, desde que o indivíduo se pergunte com toda a honestidade: “isto me satisfaz plenamente?”.

Para se alcançar tal estágio, é necessário, evidentemente, pesquisar. A cada novo “conhecimento” adquirido, pergunte a seu íntimo se tal informação REALMENTE se encaixa dentro de você. Caso positivo, retire as aspas e absorva o SEU novo conhecimento. Em outras palavras, não busque um gnomo, um anjo, ou uma posição filosófica simplesmente porque disseram que é verdadeira. Afinal, quem disse? Quem é o dono da verdade? O que é a verdade? Observe que somente seu Eu Interno é capaz de lhe dar a resposta correta, através de uma gostosa calma interior. Simplesmente porque seu Eu Interno não usa o mental ou o emocional para “raciocinar”.
Cada indivíduo atualmente encarnado na face da Terra possui um nível evolutivo próprio. Cada qual, portanto, necessita de um determinado nível de informação, adequado a seu estágio evolutivo. Portanto, todas as religiões tem seu valor, pois todas são verdadeiras - desde que não manipuladas pelo homem - para aqueles que delas se alimentam espiritualmente e delas extraem seu conforto espiritual. Da mesma forma, se um indivíduo chega a seu conforto espiritual por seus próprios pés, sem adotar nenhuma das religiões hoje rotuladas e nomeadas, ele também possui uma religião, ou uma religiosidade: a sua própria, tão válida quanto as demais, pois o objetivo também foi alcançado: a abertura do canal com o Plano Espiritual.
Não vejo nessas linhas nenhuma heresia, nenhuma crítica, senão a própria razão de ser desta coluna: “Sinal de Alerta”. Afinal, todos nós temos, ou deveríamos ter, a certeza absoluta de que, dentro de nós, existe algo transcendental, sublime, divino. Cada um de nós carrega em seu íntimo a partícula energética de nosso Pai. Cabe a nós mesmos encontrar o caminho que nos levará ao encontro com Ele. Será a minha verdade igual à sua? Busque orientação sim, se você a necessita. Porém deixe seu íntimo concluir e filtrar sua própria verdade. Aí sim, você sentirá o calor confortável e tranqüilo da verdadeira fé que a ninguém pertence senão a você próprio. Não se deixe manipular. Não se deixe enganar...

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Uma saudade de quatro anos...


Hoje faz quatro anos do meu maior pesadelo... :'( Dez anos antes, quando minha mãe partiu, foi tudo muito de surpresa, um susto mesmo, até pela forma como ela foi. Eu nunca tinha, até então, pensado seriamente em ficar sem meus pais e, de repente, um enfarte fulminante a levou. Um "murro na boca do estômago", como meu pai colocou, que nos deixou sem ar, sem chão, num sentido de irrealidade absurdo. 


Eu sempre fui "unha e carne" com minha mãe, nós nos entendíamos de uma forma absurda, pensávamos da mesma maneira, gostávamos das mesmas coisas. Meu pai até me chamava de "advogada" dela, porque sempre lhe dava razão! :D Não a ter ao meu lado, de uma hora para a outra, foi um baque monstruoso! :( Mas eu tinha as meninas muito pequenas, que entendiam a situação menos do que eu, e tinha meu pai ao meu lado. Ainda que tenha ficado em depressão durante um ano e meio, ele estava lá, tentando me dar uma força que ele próprio não possuía. E eu, de minha parte, procurava lhe dar força também, ao mesmo tempo que buscava amparar as meninas.

A aproximação que resultou desta dor foi algo imensurável! Éramos os dois para segurar a barra das pequenas, para segurar a barra de casa, e a ausência de uma verdadeira matriarca. Ainda que ele tenha, durante os anos seguintes, tido relações com outras mulheres, o que existia entre nós era impenetrável, indestrutível. Não havia tabu, não havia assunto proibido. Um apoiava o outro incondicionalmente. 

Assim foi durante dez anos. Comemoramos juntos a vitória do prefeito que apoiávamos em Serra Negra. Vibramos juntos no pentacampeonato. Sofremos juntos quando o sucessor do prefeito foi derrotado. Estávamos juntos quando a Thabata começou a se envolver com drogas. Ele segurando a onda mais do que eu até, porque eu trabalhava fora da cidade e fazia faculdade à noite. Choramos juntos dançando a valsa na minha formatura. E ele me segurou, MUITO, quando aconteceu a primeira enchente em casa...

Eu confesso que, a partir do momento em que minha mãe faleceu o terror de perdê-lo me assombrava, não gostava nem de pensar no assunto. E ele, sendo homem (e bom filho de dona Glacy...), qualquer gripe parecia que estava morrendo, só piorava as coisas! :P Tive muito, muito medo dele não estar presente em minha formatura, como se algo me dissesse que estava próxima a nossa separação física. O discurso de homenagem aos pais, no dia da minha colação, feito por um rapaz que havia perdido o pai quinze dias antes me tocou profundamente, porque temi demais passar por aquilo.

Então, pouco depois do baile e da enchente, a coisa começou a desandar. Uma gripe que não passava, uma internação por causa de anemia levantando a suspeita de um tumor, cada hora uma coisinha que ia surgindo, uma nova internação... um período terrível, que durou pouco mais de um mês (mas pareceu bem mais) e que acabou por levá-lo. :'(

Jamais me rebelei... ao contrário: agradeci e agradeço a Deus diariamente por não tê-lo deixado sofrer. Aqueles poucos/tantos dias foram enfrentados com uma valentia típica daquele que me dava força com duas palavras decisivas: "tenha Fé". Ainda hoje, quando algum percalço da vida me atropela, pareço escutá-lo: "tenha Fé". :)

De uma hora para outra eu me vi no "topo da pirâmide", responsável única e exclusiva pela família. Com uma irmã meio descabeçada, uma sobrinha chegando ao fundo do poço por conta das drogas (e sentindo demais a perda do seu referencial masculino), e uma outra que se mostrou, mais uma vez, minha parceira de vida!  Foi com o apoio da Samara, ainda só uma menina, que segurei a barra da internação da Thabata, a perda da minha Milla, a segunda enchente, e a terceira também, mais todo o baque financeiro que resultou disso. Como sobrevivi a tanta coisa? Ouvindo (e seguindo à risca) as duas palavrinhas mágicas de meu pai: "tenha Fé"! ;)

Eu SEI que ele (assim como minha mãe) está sempre por perto, olhando por nós. Mas como faz falta poder FALAR, poder ABRAÇAR, poder OUVIR... sem contar que em determinados momentos parece que tudo retorna, né? Outro dia cheguei em casa e me peguei pensando: "nossa, que bom que cheguei cedo, posso ligar para o meu pai"! Oi??? Claro, ele devia estar próximo... mas o emocional balança nessas horas, viu? :/

Óbvio que a dor, a esta, altura já diminuiu e se tornou uma saudade que permite lembrar dele achando graça das suas "bobagens", rindo das suas palhaçadas, sentindo ternura pelos pequenos carinhos que ele colocava em cada gesto, cada palavra. Os emails assinados com "bjs, Papai", o jeito dele me olhar dizendo "tá bonita", o café com pão na chapa na padaria (que o "língua de amianto" bebia de uma golada!), as idas para Amparo para trabalhar, reparando nas árvores do caminho ("o velho" era a sua preferida)... tantos pequenos/grandes detalhes! 

É uma saudade que a cada 06 de maio se renova... 

Ah, mas não pensem vocês que eu estou triste ou deprimida. De forma alguma!!! Sou filha de "seu" Ronaldo e "dona" Solange, isso não me pertence! ;) Apenas hoje é dia de lembrar daquele que foi meu maior e melhor amigo. É dia, até mesmo, de deixar correr algumas lágrimas por aquele para quem "nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito, nada é maior que o meu amor, nem mais bonito". ;)


Amo MUITO você, meu pai! Um dia a gente se encontra, certeza!!!

Andrea

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Amor, eterno amor!


Esta semana marca um reencontro de duas almas-gêmeas, que após dez anos separados finalmente puderam estar juntos novamente. Ainda faltam alguns dias, mas podemos iniciar celebrando o amor, não??? ;) E que melhor forma de fazer isso do que com uma poesia de minha mãe para meu pai, mais de quarenta anos atrás? :D

O post especial está sendo preparado com todo o carinho, o scrap até está pronto já. Mas isso tudo... só no dia certo! Não que a saudade tenha dia, claro... 

Eu volto...

Andréa

HOJE E SEMPRE(Solange Tikhomiroff - dez/1974)
Depois de tanto tempo de união,
Com tantas lutas, alegrias e cansaços,
Ainda sinto a mesma emoção
Quando você me aperta em seus braços...
Depois de vivermos uma vida inteira,
Com tantas coisas para recordar,
Ainda sinto a força derradeira
Dessa ternura que tem em seu olhar...
Depois de tudo que já aconteceu,
Com realidades que jamais sonhei,
Ainda sinto no sorriso seu,
A mesma paz de quando lhe encontrei...
Depois de termos tanta convivência,
Com algumas brigas e muita meiguice,
Ainda sinto em minha existência,
O mesmo amor de minha meninice...
Depois de nossa atual maturidade,
Com equilíbrio e certeza no pensar,
Ainda espero com a mesma ansiedade,
Que você chegue em casa pra jantar!

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Falando um pouco de amor...


Falando do Estatuto da Família na minha última postagem, fiquei pensando em como anda em falta esse sentimento tão apregoado, tão cantado, tão poeticamente declamado... fala-se muito no tal do "amor" mas, na prática, pouco se faz. :( 

Porque não é amor que rege o tal estatuto, é hipocrisia, é preconceito. Não é amor que vemos quando assistimos cenas de internatos para "crianças malcriadas". Não é amor que vemos nas escolas que discriminam crianças com deficiência. Não é amor que vemos quando existem crianças espancadas por horas a fio, até serem mortas pelas próprias mães. Não é amor que vemos quando alguém tem coragem de colocar uma cachorrinha dentro de uma sacola e arremessá-la dentro de um rio. :'(

No meio disso tudo, encontrei um vídeo de uma experiência simples, mas não por isso menos eficaz, que mostra que por dentro somos todos iguais. Portanto, toda forma de amor é válida, é legítima. Assista e se emocione! ;)


Qual a diferença, afinal, entre as formas de amor? Por que um é melhor ou mais certo que o outro? Quem somos nós para decidirmos isso? Deixo vocês com um belo texto de meu pai.

Eu volto.

Andréa
O VERDADEIRO SENTIDO DE AMAR
(Ronaldo Tikhomiroff)


Um sentimento...um estado de espírito...uma “coisa” indescritível... eis algumas definições que o homem produziu para explicar o sentimento de amar. Todas verdadeiras, porém todas incompletas.

Incompletas porque amar é uma sensação, é algo cuja definição está além do conhecimento humano, tão racional e tão emocional. Porque amar é um ato divino, transcendental, uma lei cósmica. A capacidade de amar é algo que o homem esqueceu que possui, mas que ainda carrega, latente, em seu íntimo. Cristo, quando aqui esteve, trouxe a missão de mostrar ao homem como deve ser exercida esta capacidade. Porém, dois mil anos depois, olhamos para trás e constatamos envergonhados que nada aprendemos com Ele. Foram dois mil anos de guerras, genocídios, exploração do homem pelo homem, culminando com a deturpação do ato de amar fazendo-o sinônimo do ato de copular.
“Fazer amor” é muito mais do que irmos para a cama com uma parceira, por mais amor que tal ato possa conter. “Fazer amor” é viver para o bem, é olhar nosso semelhante, nossos companheiros de jornada, com carinho, com dedicação, com aquele sentimento de alegria que brota do fundo de nosso coração e que nos faz verter lágrimas. Amar é COMPARTILHAR a vida com todos os seres que aqui se encontram, com a alegria incontida de estar vivo e poder usufruir da oportunidade oferecida pelo Plano Espiritual de aqui nos aprimorarmos.

Quando saímos de casa pela manhã, cruzamos com diversas pessoas, vemos diversas manifestações de vida, seja nas plantas, nos animais, no próprio ser humano. A quem desejamos um “bom dia”? O que significa desejarmos  um “bom dia” a nosso semelhante? Se entendermos que tal cumprimento é apenas um cumprimento, fruto da “boa educação”, estamos redondamente enganados. Desejarmos um “bom dia” significa vibrarmos positivamente para que nosso semelhante tenha um dia positivo, que possa cumprir suas tarefas a que veio, que seja feliz.

Portanto, não deveríamos desejar um “bom dia” somente àqueles a quem conhecemos, mas sim a todos com quem nos encontramos, por mais desconhecido que seja. Isto seria um ato de amor. Entretanto, se recebermos tal cumprimento de um desconhecido, nossa mente doentia traduzirá como uma atitude de equívoco, de agressão, de insanidade até. Afinal, o homem continua sendo um ser egoísta e prepotente.

Quando olhamos uma planta, seja uma rosa, seja uma urtiga, devemos olhá-la com sentimento de carinho, pois ela também está compartilhando a vida dentro de suas limitações. Isto também é amor. Se discriminamos entre a rosa e a urtiga, não estamos agindo com amor, pois cada qual merece, como ser da Natureza, o mesmo carinho, a mesma energia amorosa. Isto também se aplica aos nossos semelhantes.

Se observarmos o mundo em que vivemos, se analisarmos as atitudes do ser humano no decorrer de sua história, veremos que todas as mazelas a que foi submetida a Terra, com todos seus “hóspedes” incluídos, deveu-se à falta do amor incondicional no íntimo do homem, que preferiu trocar este sentimento divino por outros, mesquinhos, egoístas e degenerativos como a cobiça, a ambição, a inveja, a luxúria e tantos outros “pecados”. Constatamos que, neste final de ciclo evolutivo, no limiar de uma Nova Era, o homem está carente do único bem que deveria legar às gerações futuras: o amor. Triste herança que deixaremos a nossos companheiros do amanhã...


A esperança que ainda persiste é a certeza de que este sentimento, por sua origem divina e transcendental, continua latente no íntimo do ser humano. Precisa ser despertado. Precisa ser aflorado para que o homem deixe de ser a caricatura de uma manifestação humana para se tornar realmente um SER HUMANO. Para tanto, precisamos exercitar nossa capacidade de amar. Em todos os nossos atos, sem qualquer sentimento de reciprocidade, sem qualquer intenção senão a de amar no sentido mais amplo que esta palavra possa ter para cada um de nós. Não sabemos o que é amar mas certamente saberemos amar.

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Falando de ecologia


Quando será que o "bicho-homem" vai perceber que precisa parar de desperdiçar aquilo que recebeu tão abundante, que precisa parar de destruir a natureza, ou acabará por destruir a si mesmo? :( Vendo toda essa crise hídrica que estamos passando, fui atrás de um texto de meu pai que fala de ecologia. Ele deve ter escrito este em 1993, e é incrível como continua atual! É com ele que deixo vocês hoje!

Eu volto!

Andréa
AFINAL, O QUE É ECOLOGIA?
(Ronaldo Tikhomiroff) 
No princípio tudo era harmonia e perfeito equilíbrio. Afinal, estávamos diante de um planeta criado por algo superior, divino, perfeito. Mas, eis que surge o homem, criação também divina, portador de uma mente racional, que achou ser possível, através de seu livre-arbítrio, modificar o perfeito a seu bel-prazer.
A partir deste instante, iniciou-se a poluição da Terra, seja a que nível for, tornando- se o ser humano o grande predador do planeta. Em nome do ‘progresso’, pensando exclusivamente em seu ‘falso’ bem-estar, o homem-parasita passou a destruir seu próprio habitat, esquecendo-se de que assim agindo, estaria provocando o desequilíbrio da Natureza, da qual era parte integrante e também harmônica.
Ao verificar que o estrago causado à Terra, poderia pôr em risco sua própria existência, o homem-parasita, que antes de se ver ameaçado sequer se preocupou com o meio ambiente e com os demais habitantes da mesma Terra, passou a se preocupar com seu futuro, porém mais uma vez de modo egoísta..
O verdadeiro sentimento ecológico não pode ser despertado pelo sensação egoísta da auto-preservação, pois o homem não é o dono do Universo, mas sim, parceiro da grande sinfonia criada pelo verdadeiro Senhor do Universo.
Desta forma, a verdadeira ecologia, ou que nome tenha, deve ser exercitada visando o todo, sem a preocupação egoísta de particularizar pois o equilíbrio da Natureza só será alcançado quando o homem perceber o verdadeiro Amor e restaurar a harmonia que ele próprio destruiu. Aquela harmonia que visava o todo, jamais apenas o homem, pois afinal, nosso Criador não seria tão pequeno!

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De novo a pena de morte em discussão...


E olha eu aqui de novo!!! :D Falei que seria mais ativa, né? Por enquanto está funcionando!!! ;) Eu já tinha pensado em um próximo post, na verdade, colocando um texto do meu pai. Mas a polêmica em torno da execução do brasileiro Marco Archer, na Indonésia, onde foi condenado por tráfico de drogas, antecipou tudo.

Os comentários que encontrei por aí foram os mais diversos. De um lado, os que se posicionaram contra, fosse por pena, ou por convicção religiosa, ou mesmo por crença própria, de que não pode o homem decidir pela vida ou morte de seu igual. Por outro lado, os que se posicionaram a favor, afirmando que ele "mereceu" aquele destino, por ser traficante, por ter ido para um país onde a lei "funciona". O segundo grupo, aliás, em boa parte afirmou seu desejo de termos, aqui no Brasil, leis semelhantes. Complicado, polêmico... :/

Mais uma vez, a intolerância se fez presente, em especial através do grupo dos "a favor", que tomados pela raiva e pela revolta, acusam aqueles que são contra o ocorrido de defenderem um criminoso, de transformarem um criminoso em herói, de só o estarem defendendo por ser brasileiro, entre outras coisas. Mas a questão é mais profunda.

Pena de morte. Eu sou contra, sempre fui. Não acredito que haja diferença na morte infligida de um ou outro lado da lei. Se é bandido é crime, se é determinado pelo juiz é justiça. Para mim, é tudo igual. Não acho que ser humano nenhum tem direito de dispor sobre a vida de seu semelhante, seja por que motivo for. Um erro não justifica o outro. Não podemos nos "nivelar por baixo". Só Deus tem a capacidade e a sabedoria para determinar quando o ciclo da vida de cada um de nós termina. Portanto, meu lamento não é pelo Marco Archer apenas, mas por todos os que foram executados ontem, e antes deles, e que serão executados após eles. Na Indonésia ou em qualquer outro lugar.

O tráfico de drogas é um crime gravíssimo, não há dúvida. Como tal, deve ser punido, da mesma forma que qualquer outro crime. Mas não com a morte. Decidir a morte de um indivíduo não é de competência de homem nenhum. Simples assim.

Mas meu pai, há muitos anos atrás (creio que mais de vinte) escreveu um texto que já usei aqui no blog, mas que continua tremendamente atual. Um dos melhores dele, eu acho, uma obra-prima. Nunca é demais relê-lo. E é este texto que deixo aqui para a reflexão de todos.

Eu volto.

Andréa

PENA DE MORTE: O HOMEM SE DIZENDO DEUS...
Ronaldo Tikhomiroff

A cada novo crime, dito hediondo ou bárbaro, com que nos deparamos, voltamos a ouvir o clamor generalizado da instituição da pena de morte em nosso país, uma solução simplista para se tentar corrigir um mal produzido pelo próprio homem.

É triste, muito triste, se constatar que o bicho-homem está cada vez mais se tornando bicho do que homem. Como se já não bastasse a pena de morte decretada aos que morrem de fome, de frio, de doenças por total descaso ou insensibilidade do próprio homem para com seus semelhantes, vemos agora, com a justificativa de aplacar a indignação geral face aos crimes bárbaros recém perpetrados, a volta dos apologistas da pena de morte, pobres de espírito que, à falta de coisa melhor, se voltam para a animalesca solução do extermínio institucionalizado daqueles que, seja por que motivos for, praticaram um crime bárbaro ou hediondo, como virou moda falar.

Com que direito o homem se apropria da vida alheia? Se criminosos há, como de fato há, cabe a nós, pobres mortais, julgar algo que transcende nosso próprio conhecimento - pois não somos simples formas animais de vida? A cada ser humano foi dado o direito e o privilégio de viver e conviver com nossos irmãos da Natureza neste planeta, onde a harmonia e a fraternidade deveriam imperar. Através do mau uso do seu livre-arbítrio, o homem se afastou de seus princípios e se tornou, cada vez menos divino, cada vez mais animal, onde sequer respeita seus próprios semelhantes.

Através da criação de fronteiras, o homem retalhou o planeta que o recebeu, com toda a honra, como hóspede e com isso plantou a discórdia. Criou o dinheiro e colheu a ganância. Criou o progresso econômico e devastou a casa que o acolheu. Seu livre-arbítrio acabou por levá-lo a destruir seu próprio habitat, deixando-o sem perspectivas de sobrevivência. Sua sede de poder levou-o a guerras onde só conseguiu a destruição e o aniquilamento de seus semelhantes, que deveriam ser amados por ele.

Pobre bicho-homem! Agora, em um país destruído pelo famoso "jeitinho" e não menos famosa "lei de Gerson" ou "lei da vantagem a qualquer custo", que chega ao 1o.mundo com notícias de corrupção, matança de crianças, e coisas afins, renasce não o movimento neonazista, não o movimento racista, mas algo tão ou mais detestável: o movimento pela instituição da pena de morte. Em outras palavras, o atestado de incompetência e de total degradação do ser humano: seu ego tenta fazê-lo SENHOR DA VIDA, título que, ao que sabemos, pertence a alguém bem mais nobre e sábio: DEUS.

Antes de se voltar para uma reação de pura vingança, travestida de "medida preventiva" para coibir novos casos bárbaros, o homem deveria procurar entender a própria vida e a sua própria espiritualidade. Todas as seitas, religiões e movimentos espiritualistas pregam a luta do bem contra o mal. Porém, o que é o bem? QUEM definiu o que é bem e o que é mal? Existiria o conceito do bem, sem a existência do mal? Será Deus uma entidade malvada, que se utiliza de dois pesos e duas medidas? Será Ele tão pequeno assim?

Não podemos discutir, se é que cabe discussão, o problema da pena de morte sem levarmos em conta, e em primeira instância, a espiritualidade e a transcendência da vida espiritual. Afinal, todas as seitas, religiões e afins têm como verdade estes conceitos. Se no passado o homem-religioso sacrificava seus semelhantes para "aplacar a ira dos deuses", e hoje abominamos tal prática, como podemos aceitar o sacrifício de vidas humanas para "aplacar a ira dos homens"? Será o homem superior a seu próprio Criador? Será que o homem está-se intitulando DEUS? Será que chegamos a mais este absurdo?

Se tentarmos criar uma escala de valores para os males causados pelo ser humano a seus semelhantes, atribuindo a cada item uma penalidade, onde ficam classificados os crimes hediondos? Afinal o que é crime hediondo? não seria também hediondo se privar milhões de pessoas de seu único meio de sobrevivência atual, as suas economias? Quantos perderam suas esperanças, não puderam atender suas necessidades básicas de saúde, alimentação, quantos perderam a própria vida pela irresponsabilidade de uns poucos que se intitularam salvadores da pátria em um passado recente? Seriam estes passíveis de pena de morte? Aqueles que desviam os recursos arrecadados de uma população cada vez mais pobre, recursos estes destinados aos programas de saúde, aqueles que aviltam os preços de medicamentos e alimentação básica, levando seres humanos à morte, muitas vezes com muito sofrimento, seriam condenados à morte? não são estes também assassinos frios e calculistas, traidores da confiança de seus semelhantes? Tem o homem realmente a noção do CERTO e do ERRADO?

Estamos neste planeta, hoje encarnados, por algum motivo. Isto nos parece óbvio, sob qualquer prisma espiritualista. Se aqui estamos, devemos HONRAR a vida que nos foi dada pelo amor de nosso Pai. Todos temos que desempenhar nossos papéis da melhor forma possível, voltados sempre para a HONRA de estarmos vivos. Se alguns de nossos irmãos, pois os criminosos hediondos TAMBÉM SÃO NOSSOS IRMÃOS EM DEUS, agem de forma a nos causar danos, por vezes até mesmo a morte, devemos ter por eles um sentimento de culpa, um sentimento de respeito, um sentimento de amor, pois eles não souberam HONRAR sua vida, talvez até por não lhes termos dado esta chance, e somente Quem lhes deu esta dádiva pode julgá-los. Se passamos por momentos de dor, causados por esses irmãos, não serão eles agentes involuntários de uma situação que DEVERÍAMOS passar em nossa caminhada? Conhecemos nossas vidas passadas? Não fomos, em qualquer tempo, iguais a eles e não nos foi dada outra chance de nos redimir? A redenção é a vingança? Quem somos nós para julgar os desígnios de Deus?

Se olharmos em nossa volta, verificamos que o caos está cada vez mais presente em nosso mundo. O homem parece ter conseguido despedaçar a harmonia em todo o planeta. Tudo o que hoje estamos colhendo é fruto de nossa própria sede de poder, ganância e descaso com nossos semelhantes, em última análise, com nosso Criador. NÃO SOUBEMOS HONRAR A DÁDIVA DE ESTARMOS AQUI! Esta é a grande verdade, doa a quem doer. Se os animais procuram, através de seu instinto, manter o equilíbrio em seu habitat, se os animais EXPULSAM seus irmãos de espécie que praticam algum crime, nós, os seres ditos humanos, querendo ser maiores do que Deus, nos tornamos piores do que os animais, pois pensamos em MATAR nossos irmãos de espécie. Como somos pobres!

Se hoje vemos o desamor e o total descaso pela vida, no sentido mais elevado, manifestados pela grande maioria da raça humana terrestre, devemos entender que é por nossa única culpa, por havermos nos afastado de nossas origens, as quais olvidamos em passado longínquo e tentamos buscá-las sem sucesso por séculos e séculos. O homem criou seitas e religiões baseadas em algo que ele conhecia, mas não sabia explicar. Afinal, como explicar através do raciocínio leis transcendentais? A própria ciência humana hoje se contradiz a cada instante!. As próprias seitas e religiões, cujos fundamentos são únicos e verdadeiros quaisquer que sejam seus nomes, também se afastaram de suas origens e não souberam aplacar a Grande Dúvida: POR QUE ESTAMOS AQUI? POR QUE TEMOS QUE MORRER? O QUE É, AFINAL, A MORTE? A falta de sucesso no aplacamento de tal dúvida, que seria, em última análise, a verdadeira FÉ, a certeza interior e inquebrantável, levou o homem a desistir e se transformar em um verdadeiro parasita para o planeta e para seus próprios semelhantes.

Da mesma forma que hoje o homem procura "remendar" o planeta, destruído por suas próprias ações, também hoje procuramos "consertar" nossos semelhantes através de penas desumanas, irracionais ou bestiais. Mais uma vez o ser humano estará satisfazendo seus instintos animalescos, deturpados pela sua própria história. Estará satisfazendo a vontade do Pai? Se assim o fosse, o próprio Pai se incumbiria dessa tarefa macabra! Porém, sem sombra de dúvida, Ele é muito maior, muito mais sábio!

O que fazer? Como lidar com os ditos criminosos hediondos? Evidentemente não será matando-os que estaremos contribuindo para a reversão do caos. Soluções humanas existem. Através da educação, da saúde, do RESPEITO AO PRÓXIMO, e do amor à vida, podemos construir, ou melhor, reconstruir um mundo melhor. Mas a verdadeira solução está dentro de nós mesmos. Quando deixarmos de querer ser Deus através de nossa mente e de nossas emoções e passarmos a ser Deus através de nossa aspiração e nossa ligação espiritual com o Todo. Afinal, numa dimensão superior, transcendental, cósmica, aí sim, somos DEUS!

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3 anos...

Pois é... esse blog está totalmente abandonado, mas a correria este ano está grande! Muito trabalho, muito cansaço, mas tudo positivo, graças a Deus! Tenho várias ideias para esse espaço, textos formados na cabeça, pedindo para serem escritos, mas os dias vão passando, as semanas voam, e acabo não fazendo é nada! :P

No mês que passou, Thabata se tornou "di maior" (medo! :) ) e parece, finalmente, estar entrando nos trilhos. Até resolveu retomar os estudos em um supletivo!!! :D Não sei se lembram que estava trabalhando em um projeto secreto... :D Pois é, ele ficou pronto, e vocês podem encontrá-lo aqui! É o fotolivro dos 18 anos dessa grande garota. Eu tinha feito o de 15 anos da Samara, e por causa de tudo o que aconteceu, acabei não fazendo o dela. Mas... 18 anos também é uma data importante, então resolvi botar a mão na massa! Acho que ficou legal, deem uma olhadinha! ;)

Samara também fez aniversário... 20 anos! Caramba, passa muito rápido! E, de uma hora para outra, decidiu fazer vestibular e encarar uma faculdade! De Ciência da Computação! Algo surpreendente, porque não é nada do que ela falava antes, mas está gostando, e isso é o que verdadeiramente importa. Sem contar que é uma profissão que tem tudo a ver com os tempos que vivemos, né? 

Ah sim, eu também fiz aniversário, tá bom... (mas podemos pular a parte dos 43?) :P Abril sempre é um mês agitado! :D Estou firme no banco, trabalhando um bocado, mas tenho conseguido dar umas scrappeadas nos intervalos! ;) Se "fuçarem" os links vão encontrar algumas novidades! Até entrei em outro time de criação, do Just Because Studio, da talentosíssima (e brasileiríssima) Dani Alencar! Estou adorando trabalhar com os kits dela, são lindos!!!


Mas hoje... eu tinha que voltar aqui... é o dia do aniversário "do lado de lá" do meu grande amigo, daquele que deixou um buraco imenso que não foi nem vai ser jamais preenchido! Ele foi e é "o cara"!!! Três anos... três longos anos sem a voz, o abraço, a risada, a "molecagem" do meu "Paiaço"! É claro que a gente acostuma, ou faz de conta que acostuma, sei lá. Mas a falta, a saudade... ah, essa continua existindo, latente, pronta a se fazer notar se a gente é pega despercebida. Basta um sabor, um cheiro, uma música, uma lembrança, e pronto! 

E nessa data, não tem como esquecer, não tem como deixar de pensar em como ele foi embora tão cedo. Claro que sei que ele está bem, feliz, do lado de minha mãe, a mulher que ele ama verdadeiramente! De vez em quando tenho pequenas notícias, e isso me alegra muito! Porque eu sei que durante os dez anos que estiveram separados fisicamente, ele viveu (e jamais desistiu da vida) planejando o reencontro. E tudo o que eu mais queria e quero é saber que os dois estão felizes!

Eu sei também que a felicidade deles depende um pouco de estarmos bem aqui, e procuro me empenhar ao máximo para viver de acordo com o que eles me ensinaram. Caráter, honestidade, lealdade, amizade, religiosidade... e todos aqueles princípios hoje tão desprezados mas que eles seguiam à risca e eu faço questão de dar sequência a todos eles!

Então... nada de tristeza! A saudade pode ser feliz também. A saudade pode trazer lembranças engraçadas (e eu não o chamava de "Paiaço" sem motivo, afinal de contas), pode fazer rir! E pode trazer a ternura de uma página, como essa que criei para homenagear a data de hoje.

Pai, é seu aniversário aí, o dia que renasceu, livre de uma doença que nem sabemos exatamente qual foi, mas que podia ter lhe maltratado muito! Que bom que tinha merecimento suficiente para partir sem que ela lhe impusesse um sofrimento muito grande. Que bom que você foi e é esse ser tão especial, que esteve cercado de pessoas iluminadas a lhe ajudar nessa transição. Que você siga seu caminho de muita Luz em paz, porque nós aqui estamos tocando em frente. Superando as dificuldade que surgem com garra, determinação, e a inabalável Fé que sempre nos ensinou a ter! EU TE AMO MUITO!

Andréa
(e vamos ver se crio vergonha na cara e começo a aparecer por aqui de novo, né? ;) )

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Tirando a poeira

Caramba, mais de um mês que não passo aqui... tanta correria, que os dias vão passando e esse cantinho vai ficando largado. Mas está tudo bem conosco, graças a Deus! Muita correria, muito trabalho, mas nada do que reclamar! Daqui uns dias entro de férias, e aí vou voltar a me organizar, para poder dar mais atenção a este espaço. Tenho tido vontade de escrever mais, como no último post. Mas não prometo nada, por enquanto é só uma vontade mesmo, que espero realizar! ;)

Hoje passei rapidinho, só para tirar a poeira, e vou deixar vocês com algumas linhas de meu pai...



APENAS ALGUMAS LINHAS PARA MEDITAR 
(Ronaldo Tikhomiroff)

Você já parou para pensar no imenso trabalho de criação executado por forças por certo superiores à nossa compreensão, para formar o universo que habitamos, onde tudo, absolutamente tudo, é harmonia? Você já meditou sobre o infinito amor que guiou tal criação? Se você tem um mínimo de discernimento, por certo entenderá que tal obra não pode ser atribuída ao acaso. Se assim o fosse, não estaríamos aqui pois o equilíbrio cósmico jamais seria atingido.

Equilíbrio cósmico... Por que e para que tanto equilíbrio? não sabemos e nem temos a ousadia de tentar compreender. Mas Ele certamente sabe. Portanto, se o Cosmos existe com tanto equilíbrio e harmonia, criado pela Energia Suprema com propósitos infinitamente superiores ao nosso conhecimento, porque estamos sempre tentando desequilibrá-lo?

Sob o ponto de vista cósmico, o pretenso domínio da energia nuclear... Sabe o homem o mal que pode estar causando aos confins do Universo com a manipulação de seus “brinquedos” nucleares, quando provoca o desequilíbrio atômico? Como as ondas criadas por uma pedra em um lago, a energia liberada por tais artefatos se propaga ao infinito, levando consigo os malefícios já conhecidos por nós e sabe-se lá quantos outros...

Sob o ponto de vista planetário, a ilusória conquista do espaço, que jamais será alcançada, tal a limitação de vida do ser humano... A ação predatória do homem já se faz sentir no espaço, através da imensa quantidade de “lixo” espacial espalhada em torno da Terra, em nome do “progresso”. Se o homem olhasse para o Cosmos e se sentisse parte integrante do mesmo, não se sentiria tão só e se conformaria com suas limitações físicas.

Sob o ponto de vista terrestre, a farsa do progresso para o conforto do homem... Qual parasita, o ser humano corrói as entranhas da Terra e a destrói pouco a pouco, sugando sem qualquer critério suas riquezas minerais e vegetais, sem se dar conta que, atingido o nível de conforto e “bem-estar” almejado, não haverá mais onde usufrui-lo, pois o próprio homem terá destruído seu habitat, seu próprio ecossistema, criado por uma Inteligência, por certo, superior.

Depois de tanto desacerto coletivo e individual, alguns poucos se voltam para o meio ambiente, e bradam por sua preservação, como última esperança. Alguns bem intencionados; outros, a maioria, por modismo ou mesmo para “estarem enturmados” com a nova onda. Porém muito poucos acordaram para o verdadeiro movimento ecológico, que deve nascer de dentro de cada indivíduo em todos os seus atos. Falar de preservação das matas e atirar papel de bala nas ruas é tão incoerente quanto falar de cidadania e “queimar” uma faixa de pedestres.

Não será o esforço individual de cada ser humano, sem a expectativa de “seguir” a coletividade, mas seguindo apenas o seu desejo intuitivo de contribuir para o equilíbrio do meio ambiente - a real intuição ditada por suas origens -, a verdadeira fórmula para a salvação do planeta? Nunca é tarde lembrar que “uma andorinha não faz verão...mas se a primeira não alçar vôo, as demais permanecerão pousadas e certamente morrerão no inverno.”. Entretanto, se o indivíduo não cultivar o seu próprio equilíbrio interno, se não estiver em paz consigo mesmo e em sintonia com o Cosmos, não poderá se intitular defensor da Natureza, pois ele também é Natureza.

Cada ato em seu dia-a-dia, seja no convívio com seus familiares, seja no convívio com seus vizinhos, seja no convívio com seus semelhantes, na rua, no trabalho, no lazer, deve ser regido por seu equilíbrio interno. Aprendendo a viver consigo mesmo, com seus semelhantes e demais companheiros que coabitam o planeta, o homem poderá, finalmente compreender o verdadeiro significado de respeito à Natureza, ao Universo e ao Cosmos.

Antes de agredir a Natureza, com um simples pedaço de papel atirado pela janela de seu carro, pergunte-se com convicção: Esta é uma atitude correta, de um ser civilizado, filho dessa mesma Natureza? Afinal, quero ou não quero  defender o meio ambiente? Será tão incômodo assim guardar o pedaço de papel em um saquinho de lixo e jogá-lo fora no local apropriado? É assim que eu ajo em minha casa? Este pobre planeta também não é minha casa, construído com tanto amor pelo Criador? É isto que Ele espera de mim?

Eu volto... prometo! :D

Andréa

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E antes que fique abandonado de novo...

... vamos escrever alguma coisa, né? ;) Mas na verdade as novidades são poucas, por isso estou meio quieta, na minha... Tenho trabalhado muito, tanto no banco como em casa, então o tempo anda curto. Semana passada, para relaxar um pouco, encarei uma ida a Campinas com a Samara, de ônibus, para passear no shopping. E adivinhem? Tinha pista de patinação no gelo por lá! Imagina se ela se animou??? :D


Até vídeo rolou... DOIS! O primeiro está aqui e o segundo aqui! Neste último, vários tombos... mas não dela! ;) A danada até escapou por pouco em alguns momentos, mas se manteve firme!

Então, como faz tempo que não posto nada dos meus pais, vai um texto de "seu" Ronaldo que eu gosto muito! Aproveitando a semana de um "viral" na internet, onde uma criança se recusa a comer um nhoque de polvo, e questiona a mãe sobre a "necessidade" de comer os animais. Você não viu? Então veja aqui, vale a pena!!! ;)

O HOMEM ECOLÓGICO
(Ronaldo Tikhomiroff)
Ao longo dos séculos, o homem procura desvendar os segredos da Vida e da Natureza, tentando entender as leis naturais, sem no entanto compreender suas próprias origens. A ciência, criada e manipulada pelo homem, dissecou o organismo humano sem se preocupar com o conjunto homem-essência, ou homem-energia. O corpo humano passou a ser visto tão somente como uma estrutura complexa, porém, apenas sob o ponto de vista químico. Em cima disso, a ciência criou suas bases, esquecendo-se de algo muito sutil, talvez expressado com muita felicidade por Albert Einstein, ao comentar que “Religião sem Ciência é cega...Ciência sem Religião é paralítica”. Entenda-se Religião aqui como tudo aquilo voltado para o imponderável.
A antroposofia, fundada por Rudolf Steiner, a homeopatia, de Hahnemann, e tantas outras ciências, procura hoje mostrar ao homem que ele é muito mais que um simples (ainda que complexo) amontoado de substâncias químicas, pois ele possui algo de transcendental que a medicina e a ciência tradicionais parecem ter ignorado. Conforme nos ensina a medicina antroposófica e homeopática, o homem se cura por si mesmo. Não há remédio que cure o ser humano se ele próprio não estiver disposto internamente a ser curado. Os remédios, de qualquer tipo, são meros instrumentos que levam o homem a se curar. Em outras palavras, uma droga pode eliminar um foco doente do corpo humano, mas se o homem não estiver internamente “disposto” à cura, o foco é simplesmente deslocado para outro ponto e certamente voltará a se manifestar posteriormente.
Afinal, o homem não é um simples conjunto de órgãos que devem ser tratados isoladamente, pois, ao que tudo indica, nenhum órgão do corpo humano sobrevive sozinho. O equilíbrio é portanto conseguido através da harmonia do conjunto de órgãos com a essência interior do homem. Seria como uma orquestra, onde cada músico depende dos demais e todos dependem do maestro, para que se ouça uma sinfonia perfeita.
Este fator transcendental existente nos seres vivos é tratado pelo homem como algo inexplicável e, portanto, atribuído a forças divinas. Quanto a isso, não há dúvidas, se existir a verdadeira fé, seja qual for a religião ou seita seguida pelo homem.. Mas seria muito mais simples conviver com tais forças, se entendêssemos que o homem, como toda a Natureza, é obra de algo muito superior à compreensão humana, e sobre a qual não temos nenhum poder de manipulação, mas sim, devemos apenas aceitar as “regras do jogo” tão bem estruturado onde, do micro ao macro-cosmos, tudo é harmonia perfeita.
Ao se preocupar com o equilíbrio do meio ambiente como única forma de garantir sua sobrevivência, o homem se esquece de olhar para si mesmo, cujo equilíbrio energético também, e fundamentalmente, é necessário para sua sobrevivência. Sua alimentação, seu modo de vida, as drogas que ingere, são fatores que devem preocupar o homem acima de qualquer outro fato, pois, se equilibrado, por certo respeitará e saberá lidar com o resto da Natureza.
Evidentemente, ao correr dos séculos, o homem adquiriu conhecimentos que poderiam vir a auxiliá-lo em sua jornada pela Terra. Porém, ao se intitular “transformador” das leis naturais, ele nada mais fez do que desequilibrar aquilo que algo maior havia criado com tanta sabedoria. A partir de certo ponto, o homem passou a procurar “remédio” para corrigir seus próprios erros, pois a maior parte dos males que hoje afligem a Humanidade é obra do próprio homem. 
Uma vez que entenda seu corpo como morada de sua essência, não será difícil ao homem compreender que o equilíbrio cósmico se estende a tudo o que o rodeia, seja a fauna, a flora, os minerais, como também a si próprio. Deixando de visualizar seu organismo como um simples complexo químico, deixando de querer modificar as leis naturais da vida, substituindo substâncias naturais - perfeitamente equilibradas para suprir o homem de suas necessidades energéticas - por “inventos” químicos por certo poluidores de seu organismo, o homem finalmente se encontrará com seu equilíbrio interno e se conhecerá na totalidade.

Eu volto!

Andrea

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2 anos...


Hoje faz dois anos que você foi encontrar minha mãe... tanta coisa aconteceu nesse período, passei por tantas pauladas... tive que tomar tantas decisões... em tantos momentos quis poder lhe perguntar sua opinião, pedir seu conselho... acho que tenho acertado, e que continuaria se orgulhando de mim. Bom... pelo menos tenho tentado acertar! :D

Eu tenho estado bem, mas de vez em quando a saudade bate com tudo. Como agora... ao lembrar que já faz dois anos que não posso falar com você. Já tive, sim, sensações de proximidade, ou de sonhos, que me encheram de emoção, mas estão longe de saciar a saudade, a falta da voz, do toque. Aí dói... dói fundo! Eu sei que está por perto, e que está cuidando de nós junto com a mamãe e toda a tropa aí, mas é diferente...

Mas hoje é dia de festa! Seu Botafogo até ganhou ontem... olha só isso! E você está em boa companhia aí, né? A comemoração desse aniversário vai ser boa! Então, nada de tristeza! Se tiver merecimento, gostaria de estar presente para lhe dar o abraço que está guardado há tanto tempo! Posso??? ;)

Fica com Deus, meu pai. E lembre-se sempre de nós, tá? Porque eu não esqueço! Então, como diz o Rei Roberto, e está aí no scrap: "nunca se esqueça nem um segundo, que eu tenho o amor maior do mundo... como é grande o meu amor por você"!

Andréa

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Tirando a poeira!


Um mês sem dar notícias por aqui, mas foi só correria mesmo. E muito cansaço! Semana retrasada Thabata começou com um febrão que não passava, indo a hospital, ouvindo que o pulmão estava limpo, mas fui ficando numa agonia danada. Estou acostumada a não baixar febre, tendo sido criada à base da homeopatia, mas uma febre constante de 39,3º a 39,8º dias a fio, assusta! Por fim, acabei conseguindo marcar um médico particular. Mas até isso foi difícil, muitos com agenda lotada até o fim do ano! Conclusão? Internação imediata: pneumonia braba! :(

Ficou lá de sexta à noite até domingo à tarde, quando o médico finalmente a liberou para tratar em casa. Com a condição de ir duas vezes ao dia até o hospital tomar as injeções. Só um detalhe: ela tem 16 anos, é menor... precisa de alguém junto para assinar! Ou seja... EU! :( Para completar, era a última semana de reposições do horário da greve no banco, então estava indo mais cedo. Ou seja... para Thabata tomar a injeção de manhã, precisava sair ainda mais cedo! Uaaaaaaaaah!!!

Mas tudo bem, passou. Sexta-feira uma nova chapa mostrou um pulmão praticamente limpo!!! :-D O tratamento continua mais uma semana, mas agora sem injeções, bem mais "light"! Ainda assim, este final de semana foi dureza de engatar... um cansaaaaaaaaaaaaaaaaço que parecia não acabar! Respeitei o corpo, dormi até mais tarde, mantive um ritmo mais sossegado.

E agora... vou comer alguma coisa e deitar cedo, que amanhã tem trabalho de novo!!! Para terminar, um texto do meu pai, que mostra um pouco sobre seus pensamentos e crenças, e que tem tudo a ver comigo também:

"Hora do Encontro"
(Ronaldo Tikhomiroff)

Todas as tendências filosóficas ou esotéricas sérias têm se manifestado nesses últimos tempos sobre as grandes mudanças que advirão com a chegada da Nova Era, ou Era de Aquário. Estas mudanças, em têrmos materiais e em têrmos espirituais, levarão - dizem os propagadores da Nova Era - a um novo homem, preparado para assumir seu papel cósmico na Nova Terra.

Verdade ou não, constata-se uma grande fase de mudanças no homem moderno. Mudanças de comportamento, mudanças de sentimento, numa inquietude cada vez mais tangível. O homem do século XX, quase XXI, com toda a tecnologia ultra sofisticada, alcançada por sua mente cada vez mais desenvolvida, se curva ao seu interior e passa a ouvir sua inspiração. Algo não foi resolvido. Algo que o incomoda e que, vez por outra, o coloca em conflito consigo mesmo. Algo que vem de dentro de seu ser.

Por mais cético que seja, é chegada a hora do ser humano se encontrar com seu verdadeiro elo perdido. Perdido em suas origens, esquecido por milênios, porém real. Suas origens o chamam para sua verdadeira identidade, transcendental, cósmica, divina.

A figura de Deus, criada pela mente humana e manipulada por tantos, já não satisfaz ao ser humano. Da mesma forma que o estudo da tabuada de somar não atrai o secundarista, as “historinhas” do Deus que castiga sua própria criação, o Deus que nos criou para que passássemos uma “temporada” na Terra, sofrendo as agruras da vida, sem nenhum sentido, que nos legou o dom do livre-arbítrio sem nos indicar claramente como nos portar, levando-nos a cometer “pecados” a cada instante, que nos deu um cérebro e
uma mente privilegiada mas nos chama de imbecis por tudo o que fazemos, não pode mais acalentar o coração do ser humano. Simplesmente porque Deus é muito mais do que essa figura mesquinha e pequena inventada ou deturpada pelo próprio homem. Na verdade, a ideia do “homem criado à imagem de Deus”, deveria ser interpretada como “Deus criado à imagem do homem”, pois foi o próprio homem quem criou tal ideia.

A busca do verdadeiro Deus, a busca da verdade única, não pode ser universalizada pois cada um de nós deve buscar dentro de nós mesmos a NOSSA verdade, o nosso Deus, ou melhor, uma minúscula partícula do Deus único, cósmico, pois somos todos parte do infinito, da Energia Suprema. Uma minúscula partícula, porém grande bastante para nos dar a certeza de nossa existência. Somente aí encontraremos a verdadeira
Fé.

Como bem diz Albert Einstein, em seu livro “Como Vejo o Mundo”, todas as religiões criadas pelo homem se voltaram para a religião-angústia (homem primitivo) ou para a religião-moral (homem civilizado), traduzindo a idéia de Deus pela imaginação do homem. Aí está a falha de todas elas: porque o receio de ultrapassar o conceito de um Deus antropomórfico, cuja existência carreia todas as falhas humanas? Se o homem só consegue explicar aquilo que conhece, como pode querer explicar a ideia de um Deus tão superior a seus conhecimentos? Se o homem ainda está em busca da origem de seu próprio Universo, como explicar a origem desta origem?

Somente procurando nosso vínculo cósmico, divino, poderemos sentir a certeza e a alegria da existência de nosso Criador. E este vínculo está dentro de nós mesmos. É preciso escutar nosso Eu Interior, nossa aspiração íntima, sem censuras de nosso mental ou de nosso emocional. A liberação do livre-arbítrio, manipulado pelo mental/emocional, e a aceitação do comando de nossa aspiração, torna-se, portanto, o caminho mais curto para o encontro com nosso elo perdido. Não se trata, obviamente, de nos tornarmos mortos-vivos ou robôs, mas sim de reconhecermos e atendermos àquela voz que nos chama a tanto tempo e que teimamos em não escutar. Estarmos livres finalmente para seguir a Lei Cósmica.

Se dermos ouvidos à nossa voz interior, se nos deixarmos levar por nossa verdadeira identidade, começaremos a nos sentir muito mais importantes, verdadeiros participantes da maravilhosa obra da evolução cósmica. Passaremos a entender o nosso papel e a aceitar os desígnios divinos, pois estaremos inseridos definitivamente no processo evolutivo.

É chegada a hora do encontro.

Eu volto.

Andréa

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