Mais amor por nossas crianças, por favor!


Esta semana um vídeo "viralizou" na internet, mostrando um garoto em crise, detonando uma sala de aula. Uma criança de seus seis ou sete anos, completamente fora de controle. A equipe da escola, então responsável por ele, ao invés de tentar acalmá-lo, contê-lo, ao contrário o estimulava a continuar naquele comportamento. Eram diversos adultos ali, supostos EDUCADORES, que ao invés de fazer algo de positivo, diziam que não podiam "bater, segurar", que precisavam chamar os bombeiros, a polícia, a assistente social... e além de nada fazer, ainda filmaram e expuseram uma criança na internet. :(

Assistindo ao vídeo não consigo deixar de ficar triste, angustiada, por pensar no quanto este garoto está sofrendo. Ele não tem culpa de estar assim. Se chegou a este ponto algo de muito sério aconteceu e acontece em sua vida. Maus tratos? Abusos? Falta de limites? Falta de uma família estruturada? Presença de algum distúrbio neurológico? Falta de AMOR? Algumas ou todas as anteriores? Não há como saber. :/

Temos apenas um vídeo, que não compartilharei, pois o garoto já foi por demais exposto, mostrando alguns minutos de uma situação extrema. Não se sabe o que aconteceu. Não se conhece a história desse menino. Certamente não é mera "falta de surra" como tantos vêm falando. É muito simples culpar a criança. Mas como é fácil julgar os outros! Como é fácil julgar uma CRIANÇA! o.O É muito simples responsabilizá-la. Evita-se, assim, a necessidade de investigar o caso a fundo. Evita-se a necessidade de AJUDAR o garoto (e ele precisa de muita ajuda, é evidente). Evita-se a necessidade de compreensão, de compaixão. Mais fácil surrar do que abraçar. Mais fácil atacar do que ouvir. :'(

Vendo o vídeo acabei lembrando de um trabalho que participei com crianças e jovens com Down. Havia uma menina de 12 anos, Andrea, por coincidência, que os voluntários evitavam, porque era "difícil" (leia-se agressiva, teimosa, indisciplinada, jogava as coisas longe se fosse contrariada). Ainda por cima era grandona, forte. Ninguém se atrevia sequer a levá-la para dar uma volta no quarteirão. Ficava sempre dentro da casa com uma das voluntárias enquanto os outros passeavam.

Em determinado momento houve uma reestruturação e meu horário coincidiu com o dela. Cheguei apreensiva, confesso. Tinha uns 20 anos na época, e as coisas que ouvia a respeito dela eram assustadoras. Só que eu comecei a observar... ela brincava de escolinha (sendo ela a professora) gritando com as bonecas e colocando-as de castigo. Brincava de casinha (ela no papel de mãe), gritando, ameaçando e batendo nas bonecas. Alguma dúvida de como era a vida dessa menina em casa e na escola? :( Conversei com as voluntárias que iam à casa dela, mostrei que precisavam uma atuação mais firme junto à família, que a mãe tinha de questionar a escola também.

E, pelo meu lado, comecei a buscar uma aproximação, mas ela era muito resistente. Devagarinho, falando baixo, ela foi baixando a guarda. Quando se descontrolava, eu buscava contê-la, abraçando-a por trás. Se ela tentava "ganhar no grito" eu me mantinha firme. De repente ela descobriu que tínhamos o mesmo nome e isso ajudou à beça, porque criou uma identificação. Ela não era mais uma "estranha", havia alguém com o mesmo nome dela! :D

Aí eu decidi que naquele dia íamos passear no quarteirão. Expliquei antes que ela teria que obedecer, senão voltaríamos. Lógico que o começo foi difícil. Ela me testou várias vezes. Mas ao perceber que me mantinha firme foi aprendendo a se controlar.

Aos poucos, ela foi melhorando. Revelou-se uma menina carinhosa, amável. Só precisava que alguém olhasse para ela, prestasse atenção. Alguém que a levasse em consideração, que a considerasse importante. Sem precisar de gritos. Sem precisar de agressões físicas. Uma menina que me ensinou muito e de quem até hoje sinto saudades. :D

De encontro ao meu depoimento, uma mãe postou um vídeo corajoso, defendendo o garoto, e falando do seu próprio filho, que tem TDAH e que já agiu da mesma maneira! Esse vídeo eu faço questão de compartilhar, pois vale a pena ser visto por todos, em especial aqueles que defendem que o problema é meramente "falta de surra".

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Outro exemplo que acabei recordando foi quando minha mãe morreu, porque as meninas eram pequenas. Como já comentei diversas vezes, foi devastador, porque ela teve um enfarte, ninguém esperava. Ficamos sem chão, realmente. Uma das melhores coisas que aconteceu foi ouvir da diretora e de toda a equipe da escola: "cuidem da cabeça de vocês que com as meninas a gente ajuda". Samara, então com 7 anos, teve diversos momentos de carência durante a aula, e o professor a pegava no colo, dava aula com ela ali. As professoras da Thabata (que tinha 5 anos) fizeram uma "roda de conversa" sobre o tema, ajudaram não só a ela mas a toda a turminha. Ajudou-as e nos ajudou, num momento dificílimo, que poderia ter sido ainda mais penoso sem este suporte. Sou grata a cada um deles, e eles todos sabem disso.

Sei que essa história toda mexeu muito comigo... primeiro me chocou a divulgação do vídeo, que considerei de extremo mau gosto por expor uma criança daquela forma, e ainda apontou um despreparo absurdo dos envolvidos naquela situação. Depois, grande parte das pessoas que o divulgaram, fizeram atacando o garoto, chamando de bandido, defendendo surras, "prevendo" que no futuro ele andará armado, e daí para pior. A frase "se fosse no meu tempo" foi recorrente, defendendo a punição física como a "salvação da lavoura". o.O Pois se fosse no MEU tempo, esse menino seria tratado com todo o amor, pois meus pais sempre souberam nos ouvir, cuidar, ajudar. Davam limites sim, mas sabiam enxergar que crises existem e devem ser superadas. E, se para um adulto nem sempre é fácil fazer isso, para uma criança, que não tem domínio da sua expressão, não tem discernimento suficiente, não tem maturidade, experiência, é muito pior! Para que elas superem as crises, precisam de ajuda, dos pais, dos educadores e, em alguns casos, de atendimentos especializados. O que elas menos precisam é de surra! Eu, apesar dos meus 44 anos, não fui criada na base da violência, graças a Deus!!!

Lembrar da experiência vivida com minha querida xará só me deu mais certeza de que esse menino precisa é de muita ajuda. De muito AMOR! Ele é só uma CRIANÇA, caramba, com toda a vida pela frente! Não o julguem por causa de 3 ou 4 minutos de um vídeo que nem deveria ter sido publicado. Não o julguem sem conhecer a sua história, os seus motivos, as suas DORES. Não o condenem a uma fatalidade de crimes e fracassos sem lhe dar a OPORTUNIDADE de ser feliz e se desenvolver da maneira correta. 

Na faculdade eu comentava que o problema da violência nas escolas é só a pontinha de um iceberg que está sendo ignorado. Ninguém se torna violento por nada. Tem muita coisa envolvida, MUITA. O problema é gravíssimo, mas muitas vezes pode, sim, começar como esse garoto. Se ele não for ajudado, sabe-se lá como a sua situação vai se desenrolar... mas se cuidarmos dele, se cuidarmos das nossas crianças... se lhes dermos atenção, cuidados adequados, AMOR, principalmente, talvez consigamos mudar a situação. 

Esse menino, ainda que não tenha nenhuma deficiência, serve também de alerta para a necessidade de as escolas estarem abertas à diversidade, à inclusão de todos os alunos. Há que se estar preparado para as eventuais crises, sejam pontuais ou persistentes. Há que se ajudar os alunos, e mesmo os pais (que não obrigatoriamente têm o conhecimento necessário), a buscar caminhos para um desenvolvimento saudável, pleno, feliz. E tudo começa com AMOR.

Eu volto.

Andréa
(a essência deste texto foi publicado em meu Facebook, mas queria registrá-lo aqui também, e acabei por estendê-lo um pouco. Aliás, criei lá uma página de divulgação do blog, o link está na barra superior.)

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Vivendo em polaridades



Tem me chamado a atenção como estamos, cada dia mais, vivendo em polaridades. Não existe mais meio termo, apenas os extremos. Não existe uma terceira opção. Ou é ou não é. Ou é bom ou é mau, ou ama ou odeia, ou concorda com a opinião do outro e é o melhor amigo do mundo ou não concorda e passa a ser considerado quase que um inimigo mortal. Pois é, as polaridades trazem, muito proximamente, a intolerância com todo aquele que ousa pensar ou ser diferente. Sério, a coisa está ficando até chata...

As últimas eleições acentuaram esse sentimento ainda mais, como se o país fosse dividido entre PT e PSDB. Até comentei isso no meu Facebook na ocasião. As discussões se tornaram de tal forma acaloradas, inflamadas, que eu me abstive de emitir opinião! A quantidade de "amizades" (???) que vi desfeitas pelo simples fato de se PENSAR DIFERENTE foi imenso! o.O Um absurdo total! Quer dizer, só podem ser amigos aqueles que pensam igualzinho? Ninguém tem direito à sua própria opinião? O pior de tudo é que o problema não cessou com o resultado das urnas. Acho até que se agravou! Porque quem apoia o PT continua postando montes de matérias depreciando o PSDB e elogiando o governo da presidente, e quem apoia o PSDB continua postando montes de matérias atacando o PT. E ai daquele que OUSAR contestar, ou emitir uma opinião contrária! Como se o fato de não apoiar o PT ou, até, o simples fato de perceber os erros do atual governo e criticá-los, transformasse a pessoa automaticamente em eleitora do PSDB (ou vice-versa, tanto faz). Como se não se pudesse querer algo totalmente diferente, como se só existissem estes dois partidos. Um extremismo horrendo! 

E o pior de tudo é que isso vale para outras áreas. Peguemos, por exemplo, os protetores dos animais. Eles têm, de fato, um trabalho lindo e muito nobre. Mas se tornam intransigentes, sectários até, com aqueles que pensam diferente ou que agem de forma diversa àquela que consideram correta. Por exemplo, se alguém pede ajuda para doar um cão ou um gato, ao invés de conseguir ajuda acaba recebendo montes de mensagens lhe atacando, sem que alguém sequer se preocupe de apurar os motivos! Oras, eu mesma, depois que passei pelo problema das enchentes, precisei doar dois cachorros que tinha! Não tive escolha! Havia perdido tudo, pela segunda vez, e acabei me afundando em dívidas. Precisei sair da minha casa (que depois vendi por qualquer preço) e ficar dois meses morando de favor em casas de amigos, até conseguir alugar outra que coubesse (e mal) no meu sobrecarregado orçamento! A casa que arrumei, com muita luta, não tinha espaço suficiente para os dois, infelizmente. Eu devia fazer o quê? Levá-los de qualquer forma, deixá-los confinados em um espaço ridiculamente pequeno, apenas para poder bancar a mártir e dizer "apesar de tudo eu fiquei com eles"? :/ Ah sim, e correndo o risco de ser denunciada por maus tratos, já que eles não teriam espaço decente MESMO para ficar? Foi uma situação extrema, concordo, mas ACONTECE! Da mesma forma, se alguém compra um cão de raça é atacado ferozmente por "alimentar o comércio", por "compactuar com criadores irresponsáveis" numa generalização absurda! Claro que existem estes criadores mercenários, sempre existiu. Mas existem também criadores conscientes, como foi meu pai um dia. Criadores que criam por amor à raça, que nem visam tanto o lucro, mas ao menos cobrir os custos da própria criação, que não sobrecarregam as fêmeas com uma cria atrás da outra, que não abandonam os cães que deixam de "servir" à procriação. Basta fazer uma pesquisa antes. E a escolha é pessoal, cada um sabe seus motivos. Eu tenho, hoje, dois viralatas, mas SONHO em ter novamente um boxer. Porque simplesmente AMO boxer, seu jeito, suas características, sua cara bochechuda. Ponto. Se vou comprar ou se conseguirei adotar (como foi a minha Milla), não sei, o tempo dirá. ;)

Em campo mais "espinhoso" encontramos as religiões, e aí a coisa "pega" de verdade... apesar de vivermos num Estado laico, o respeito à crença alheia é algo bem difícil de se encontrar. O que mais se vê por aí é um querendo impor sua religião ao outro, como se a Verdade fosse de seu domínio exclusivo. Como se apenas o "seu" templo, o "seu" livro sagrado, o "seu" Deus fosse capaz de salvar a alma de alguém. :/ Por outro lado, encontramos ateus que, em sua descrença, desdenham da crença alheia também. É só passear um pouquinho pelo Facebook para encontrar absurdos por todos os lados! Uma vez vi a postagem de uma pessoa que tinha uma frase mais ou menos assim: "diz que é cristã mas posta mensagens de Chico Xavier". Oi??? o.O Qual o problema, gente? Uma mensagem bonita, verdadeira, independentemente de quem a proferiu, deveria poder ser usada por quem quer que fosse! Até porquê Chico jamais foi "propriedade" da doutrina espírita, mesmo tendo sido um de seus maiores divulgadores. ;) Também outro dia vi uma postagem de ateus sugerindo que Deus "esqueceu" o cromossomo extra das pessoas com síndrome de Down! Uma mensagem tremendamente preconceituosa, para começar, pois colocou as pessoas com síndrome de Down como "erros", ou como "menos" do que os outros. Mas também uma mensagem altamente desrespeitosa com a crença de todos que não são ateus. Para quê isso??? :( Religião deve trazer, primordialmente, conforto ao coração de quem a segue. Se este conforto vem através do catolicismo, protestantismo, espiritismo, budismo, hinduísmo, ou mesmo do ateísmo, é com cada um. Ninguém tem o direito de dizer que o outro está certo ou errado. É uma questão de foro íntimo, não pode ser imposto! 

Só que o que acontece é exatamente o oposto. Algumas pessoas, imbuídas de um fanatismo imenso por suas crenças, acabam se achando no direito de dar palpite na vida alheia, em determinar o que o outro pode ou não fazer. Se juntar religião e política então... vixe! Sai de baixo!!! Sim, estou de novo falando do "Estatuto da Família", cuja aprovação vem sendo tentada através, principalmente, da chamada "bancada evangélica" da Câmara. Vejam: DE-TES-TO generalizações e nada tenho contra os evangélicos, ao contrário. Tenho diversos amigos que o são e, nem por isso, se tornam fanáticos ou intransigentes com quem não é, são pessoas íntegras, boníssimas, com as quais tenho o maior prazer de estar junto. Mas esta é a forma como a própria imprensa se refere ao grupo de deputados que vem orquestrando esse movimento. 

O "Estatuto da Família", além de querer interferir na vida das pessoas, ainda mexe com direitos já adquiridos. E, ao contrário do que muitos pensam, não vai combater apenas o casamento homossexual (o que por si só já seria motivo para eu não ser favorável à sua aprovação, cada um sabe de si e do que lhe faz feliz), mas combate também todas as formas de família que diferem do padrão. Não sei se leram o texto que publiquei anteriormente, mas lá eu citava uma enquete criada pela própria Câmara, que foi vencida pelo NÃO e cujo resultado foi sumariamente ignorado pelos deputados! Será que ignorariam também se o SIM tivesse vencido? Ou alardeariam o resultado por todos os cantos? Só para fins de reflexão, leiam esta matéria e verão que a coisa é MUITO mais complexa, MUITO mais séria do que uma "simples" intolerância à relação homossexual. 

Aliás, essa intolerância à orientação sexual alheia é algo que já cansou! Não é preciso necessariamente concordar com a escolha do outro, cada um é livre para pensar o que quiser, mas RESPEITAR a escolha do outro é fundamental! Ninguém vive em uma redoma de vidro, ninguém vai conseguir viver sem enxergar casais do mesmo sexo. Eles existem (sempre existiram, aliás), estão aí, nas ruas, nos bares, nos teatros, nas escolas, nos locais de trabalho, nos ônibus, nas praças de alimentação dos shoppings... do seu lado! E ninguém vai mudar isso, esqueçam! Querer aprovar um "estatuto" para boicotá-los, querer impedir que o cônjuge desfrute, por exemplo, do mesmo plano de saúde, querer tirar os direitos do cônjuge em caso de separação ou viuvez, querer impedir um casal de adotar, porque ambos são do mesmo sexo, é absurdo! No caso da adoção, estes casais, justamente pela compreensão que têm das minorias, muitas vezes aceitam aquelas crianças que ninguém quer, aquelas que são mais velhas, ou têm irmãos, ou alguma doença, deficiência... então seria melhor que essas crianças e jovens continuassem em abrigos, muitas vezes maltratadas, ou em péssimas condições? Basta uma pesquisa rápida para ver que casos assim não são tão incomuns assim! É melhor isso? É melhor essas crianças e jovens serem impedidos de terem uma família, impedidos de serem amados, respeitados, de terem melhores oportunidades, pelo simples fato de que VOCÊ não concorda com esta estrutura? Não é muito egoísmo? Não é muita hipocrisia? :(

Hipocrisia... pois é. BINGO! Essa é a palavra! Recentemente estava vendo montes de comentários sobre o final daquela novela/série, sei lá o que foi, "Verdades Secretas"... elogios e mais elogios à trama... caramba! A menina queria ser modelo, se prostituiu, se tornou amante do padrasto, e todo mundo bate palmas? Isso é legal??? o.O Agora, quando a Fernanda Montenegro e a Natalia Thimberg deram um beijo, numa cena linda, delicada, mostrando uma relação estável de sei lá quantos anos, foi um alvoroço! Quando o Boticário fez uma campanha do Dia dos Namorados com casais se ABRAÇANDO (e foi apenas isso), foi um "auê"! Ambos os casos geraram inúmeros protestos, campanhas de boicote... mas a menina amante do padrasto é super bacana e todo mundo aplaude só porque o casal é hetero? o.O Fala se isso não é hipocrisia? Aliás, será que aquele núcleo formado pela mãe, o padrasto e a menina (filha dela e amante dele) seria considerado como FAMÍLIA pelo tal Estatuto??? Fala sério! 

Mas voltando às polaridades, além dos temas "polêmicos" que citei, ainda existem aquelas pessoas que se acham no direito de dar palpite na vida alheia, quando não concordam com algo que as pessoas postam nas próprias páginas! Qualquer coisa pode virar "terreno minado", "campo de ataque"! Pode ser a mãe que continua amamentando o filho que já tem mais de um ano, ou aquela que desabafa porque não consegue amamentar, pode ser alguém falando da sua alimentação vegana, pode ser a foto de um menino brincando de bonecas, pode ser uma foto no Sea World (nem todo mundo tem a mesma consciência sobre a captura e o confinamento de animais), pode ser alguém que defenda o uso de homeopatia em determinado caso, ou até a simples emissão de uma opinião sobre um programa de TV... enfim... TUDO é motivo para começar uma guerra! :( Não se trata de não concordar com o que foi postado, não se trata de uma discussão saudável, mas de atacar ferozmente quem postou, querendo mostrar o quanto a pessoa está errada em sua posição (porque o dono da verdade assim determinou). Cansa... cansa muito! Eu várias vezes deixo de publicar algo ou comentar uma postagem para evitar esse tipo de stress desnecessário, não tenho paciência. Mas tem cabimento precisar agir assim? :/

Será que não está na hora das pessoas se respeitarem mais, aceitarem as escolhas do outro, pararem de dar palpite na vida alheia? Será que não está na hora de ter um pouco mais de compaixão, de amor ao próximo e parar de se achar melhor que o outro seja porque motivo for? Será que não está na hora de deixar de ser o "dono da verdade", deixar de tanto "mimimi", deixar de querer um mundo em que todos pensem exatamente igual a você? Será que não está na hora de entender que as pessoas pensam e agem diferente de você, mas nem por isso deixam de ser pessoas legais, interessantes, com inúmeras qualidades (e defeitos, claro, você também os tem, mesmo que pense o contrário) e que podem ser amigas de verdade? Para quê complicar tanto? ;)

Não existem apenas dois caminhos separados, eles podem se esbarrar em vários pontos, podem convergir em um terceiro, desviar para outro... por que não se pode caminhar junto com quem pensa diferente? Mais AMOR, gente... tenho repetido isso sempre aqui, mas é o que está faltando, de fato. AMOR ao próximo e RESPEITO à diversidade! ;)

Eu volto. 

Andréa

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