sábado, 19 de maio de 2012

A doença "dependência química"

Sim, dependência química é uma doença. Reconhecida pela OMS como tal, tem causas diversas, e não tem cura. É tratável, sim, pode ser mantida sob controle. Mas uma vez dependente, sempre dependente. Da mesma forma que um diabético tem que, a vida inteira, controlar a sua taxa de açúcar, ou um hipertenso tem que controlar sua pressão, o dependente tem que controlar sua vontade, sua compulsão. E não só dependente químico não, mas aquele que tem compulsão por compras, por jogos, por chocolates. Muitos sabem disso, mas mesmo dentre estes, há aqueles que consideram o dependente como sendo um "sem vergonha", um "sem caráter". O preconceito é imenso!!! E não é fácil para ninguém que tem um dependente químico em casa, ouvir os outros chamando de drogado, maconheiro, delinquente. Dói!

Ok, eu reconheço que também falei desta forma muitas vezes, a ignorância sobre o assunto leva a isso. Também não nego que a dependência química acaba contribuindo para desvios de caráter, até mesmo porquê a maior parte das drogas é ilegal e, para obtê-las, o dependente precisa procurar por criminosos, lidar com eles. A necessidade, cada vez maior, de consumo do álcool ou da droga, faz com que o dependente perca completamente a noção do certo ou errado. Ele só enxerga a sua vontade, a sua "fissura", e é capaz de qualquer coisa para saciá-la. Roubar, traficar, prostituir... os limites somem totalmente! Mas, ainda assim, o dependente é um doente, que precisa de ajuda.

Outro dia, em uma reunião do Amor Exigente, ouvi uma comparação muito interessante, e que faz pensar. Se uma pessoa desenvolve uma diabete, imediatamente a família se arma de todos os cuidados, combatendo a entrada de doces em casa, procurando apenas aqueles que sejam próprios para aquela pessoa. Se um a pessoa é hipertensa, a comida da casa inteira passa a ter o sal reduzido. Mas se uma pessoa é dependente química, ninguém quer abrir mão da cervejinha no churrasco, ou do vinho no jantar, ou do champagne do Reveillon. No caso da diabete ou da hipertensão, a família e os amigos entendem a doença e contribuem para o tratamento, no caso da dependência não! E por quê? Porque ao invés de entender a dependência como a doença que de fato é, atribui-se a "culpa" dela ao dependente! O problema é dele, é ele que não tem "vergonha na cara", que não sabe se controlar! E é essa falta de entendimento que agrava, ainda mais, o problema. Porque se é difícil vencer a dependência com ajuda, sem esta é praticamente impossível! É como sempre colocam no Amor Exigente: não podemos querer, simplesmente, que o outro mude. Precisamos, também nós, mudarmos nossos hábitos!

Da mesma forma que jamais havia prestado muita atenção na questão da inclusão até começar a participar mais dos grupos, e a saber mais a respeito das dificuldades vivenciadas por quem tem alguma deficiência, confesso que jamais havia pensado na dependência química desta forma, até encarar de frente o problema da Thabata, até começar a frequentar o Amor Exigente e a conversar com os profissionais da clínica onde ela ficou internada.

Mas também, da mesma forma que saber mais sobre a inclusão mudou minha visão e me fez observar mais o meu entorno, fazendo com que eu passasse a perceber as discrepâncias, as dificuldades, os preconceitos, saber mais sobre a dependência química também me fez enxergar muita coisa que antes eu não via. E é sobre essas coisas que quero falar, porque tenho certeza que a maioria não percebe e não se dá conta do mal que pode proporcionar sua falta de cuidado. Porque a gente muitas vezes nem sabe que a pessoa ao lado é um dependente químico, e acaba agindo sem pensar.

O primeiro sinal de alerta, na verdade, foi um comentário feito alguns anos atrás, por uma amiga que estava inconformada com a atitude de seus amigos, convidados da festa de aniversário de seu filho pequeno. Por ser uma festa infantil, ela optou por não servir bebidas alcoólicas, nem cerveja, apesar de ter também convidado os pais das crianças. Era uma festa de poucas horas, afinal de contas! Para sua surpresa, muitos (homens, especialmente) saíram cedo da festa, ou foram em pequenos grupos para um bar nas proximidades. Era impossível, para eles, pensar em um tipo de diversão que não fosse regado a bebida. 

Na ocasião eu percebi que ela tinha razão, até já tinha reparado que eu sempre era vista como um "ET" por não gostar de beber, e aí nada tem a ver com dependência, eu simplesmente não gosto MESMO de bebidas alcoólicas! Ok, o fato de ser vegetariana só aumentava a estranheza dos outros, mas acho que ainda hoje é mais fácil as pessoas entenderem que não como carne do que o fato de não gostar de bebidas alcoólicas. Só que ainda não havia me dado conta do quanto isso era algo sério.

A "cultura da bebida" está tão entranhada na sociedade que não se consegue imaginar sair com os amigos sem bebida. Ficar só no suco, no refri, na água até? Loucura!!! A mídia contribui para isso, e muito! Nos comerciais, quem bebe sempre é legal, cheio de amigos, tem uma vida super animada. Também nas redes sociais impressiona o que tem de piada, de brincadeira, mostrando quem bebe como sendo o máximo!

Ano passado, durante uma noite italiana com amigos em São Paulo, me peguei pensando em como a Thabata, que ainda nem estava internada, poderia estar ali comigo e Samara. Não teria como!!! A não ser, claro, que as pessoas ali concordassem em abrir mão das bebidas. Será que abririam? Alguns sim, outros não. Talvez nem aparecessem se soubessem, talvez fossem embora cedo, porque não veriam graça na reunião. Complicado, né?

Mas isso começou a me incomodar, de verdade, no Carnaval. A Thabata estava ainda internada, e eu agradecia minuto atrás de minuto por isso. Afinal, era um comercial atrás do outro falando da folia... e de alguma bebida! Aqui em Serra Negra mesmo, lojas, bares, carrinhos, vendendo cerveja a rodo, quanto maior a quantidade comprada, mais barato era o preço. Como se Carnaval sem bebida não existisse! Eu  comecei a imaginar um dependente químico, a Thabata em especial, sendo bombardeado com estes estímulos o tempo inteiro! Sim, porque mesmo que a droga de preferência não seja o álcool, este É a porta de entrada, É o gancho para a recaída. O problema maior da Thabata foi a maconha, mas se ela der um gole, pode acabar voltando, porque uma coisa puxa a outra! E ter que lidar com a sua compulsão, tentando o tempo inteiro controlá-la, e ao mesmo tempo esbarrar a cada minuto com uma propaganda, um quiosque, deve ser desesperador!

Em uma comparação bem pequena, numa escala muito menor, eu me vi fazendo dieta na adolescência e minha irmã comendo chocolate na minha frente, dizendo que estava uma delícia! Era terrível para mim! Agora imagina isso em proporções tão maiores!

A dependência química tem que ser levada a sério, porque hoje é praticamente impossível encontrar uma pessoa que não conheça alguém que a tenha. Se não é dentro do seu núcleo familiar, é um parente, um vizinho, um amigo, um colega de escola ou trabalho. E o dependente é, de fato, um doente que precisa de cuidados e apoio para conseguir se tratar e manter sua doença sob controle. Além de frequentar os Narcóticos Anônimos, de se tratar com psicólogos e/ou psiquiatras, que possam oferecer suporte e, às vezes, uma medicação para baixar a ansiedade, além de muitas vezes ser necessária uma internação (ou várias), há ainda um sem número de pequenos cuidados que só fui aprender nestes últimos meses.

Durante a internação, por exemplo, não era permitido levar para a Thabata sucos de uva ou limão, porque a sua aparência remete a vinho ou caipirinha, e ativa a memória do dependente. Bebidas sem álcool não são bem-vindas, pelo mesmo motivo. Já houve quem recaísse e ficasse com todos os sintomas de alguém alcoolizado por ingerir cerveja sem álcool!

Também para ministrar um floral de Bach é necessário pedir para que seja preparado sem usar o álcool como conservante e, mesmo assim, ela às vezes sente o gosto! A homeopatia deve ser em glóbulos. Chocolates inofensivos, mesmo que não recheados de licor, podem ter álcool de cereais ou conhaque em sua composição, precisa ficar de olho nos rótulos. Sorvetes, doces, comidas de modo geral podem também ter  alguma bebida entre seus ingredientes. São tantos detalhes, que a cada dia aprendo mais e me torno mais alerta. Loucura? Quase! Mas vale a pena! Porque por essa garota aí, eu faço tudo! E não vou desistir de ajudá-la! Nunquinha!!! ;)


Além disso, se vamos sair com amigos para comer um lanche ou vamos receber alguém em casa, todo mundo que vai junto já sabe: só suco, água ou refri, bebida de jeito nenhum!!! Ah, não quer ir porque quando sai gosta de beber? Beleza, não vai mesmo, porque eu não vou ceder. Ponto. Simples assim. E isso vale para convites feitos a nós. Se vai rolar bebida, não vamos. Ou, se eu não tiver como escapar, por algum motivo, ela não vai.

Pois é... custou, mas saiu. Escrevi e reescrevi tantas vezes, que espero não tenha ficado confuso demais! :D Só gostaria que pensassem sobre tudo o que coloquei. Sobre como uma palavra, uma brincadeira, pode atingir pessoas de uma forma que certamente não imaginamos. Sobre a postura a se tomar se você sabe que entre seus convidados para determinada ocasião existe um dependente em recuperação. Será que custa tanto assim não servir bebida alcoólica? Aquela pessoa é tão pouco especial para você que não vale o "sacrifício"?

Entendam, não estou aqui, falando contra aqueles que bebem socialmente, que têm controle sobre a bebida.  Não estou levantando nenhuma bandeira em favor da abstinência. Longe disso. Eu, pessoalmente, não gosto de beber, mas não condeno aqueles que gostam. Mas é preciso que haja respeito e consciência com esse número imenso de pessoas que lutam diariamente com sua doença. Porque criticar e condenar é muito fácil...

Eu volto.

Andréa
(este acróstico eu levei para a Thabata em uma das visitas à clínica, buscando dar-lhe forças para prosseguir, firme, em seu tratamento)

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domingo, 6 de maio de 2012

1 ano...


Quanta saudade, paizinho... um ano se passou, e ainda está tudo tão vivo em minha memória... aquela maluquice toda, iniciada com a tal da gripe, que virou anemia, e que virou... sei lá o quê! Só sei que em cerca de um mês você de repente adoeceu e não estava mais conosco! :( Você sabe o tamanho do medo que eu tinha, parece que já pressentia o desfecho, mas não queria acreditar. Como poderia? Você dizia para eu me acalmar, que "vaso ruim não quebra"... mas você nunca foi "vaso ruim", pai... e aí...

De repente eu me vi "cabeça" da família, tendo que segurar sozinha todas as coisas que antes dividíamos. E além de não mais dividir, ainda não podia pedir conselho, não podia mais desabafar, nada! Tinha que ser forte, para ajudar as meninas, que mais do que um avô, perderam seu pai verdadeiro também.

Tanta coisa aconteceu neste ano, pai... Samara foi uma parceirinha super presente, mas sempre falta algo, alguém... já era tão difícil viver com a ausência da mamãe, agora então... Eu acho até que tenho conseguido segurar legal, tenho mantido meu astral alto, mesmo com os baques todos que a vida tem me dado, mas esse vazio não acaba nunca, a saudade só aumenta a cada dia.

O que me acalma é saber que vocês dois estão juntos, que estão trabalhando, que estão bem e felizes... e que um dia o meu emocional vai aprender a se controlar e eu vou poder vê-los.

Mas hoje é dia de festa por aí, né? Seu primeiro aniversário de volta, então apesar das lágrimas de saudade que insistem em rolar, quero que não se preocupe. Eu continuo aqui, firme, lutando, amparando as meninas. Continue seguindo seu caminho, de muita Luz e, sempre que possível, venha fazer uma visitinha, mesmo que eu acabe me emocionando e interrompendo tudo, tá? EU AMO MUITO VOCÊ!!!

Andréa

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domingo, 29 de abril de 2012

A-ha! U-hu! A Thabata é nossa!!!


É isso aí! Dia 23 finalmente terminou a novela "guarda"! Melhor do que esperávamos, porque quem estava na briga desistiu e não compareceu à audiência. Mas podíamos ter passado sem isso, né? Thabata teve uma crise violenta nos dias que antecederam a bendita, por pura ansiedade de encontrar com os ditos, que vou falar, viu? Parecia que tinha endoidado, e quase nos enlouqueceu junto! É a tal da "fissura", que eu nunca tinha presenciado! Loucura total!!!

Mas, graças a Deus, passou. A crise e a questão da guarda. Falta agora apenas o juiz homologar, mas é só uma questão burocrática, não tem mais conversa. E, o melhor de tudo, foi que ela passou isso tudo sem recair! :D Menina valente essa, viu? Porque não deve ser fácil lidar com essa abstinência em meio a uma crise que leva a ansiedade às alturas!

Por essas e outras ainda não escrevi o post que havia prometido, falando da dependência química. Claro que não é assunto para um post apenas, mas tenho algumas reflexões para compartilhar com vocês que, acredito, podem ajudar a diminuir o preconceito e facilitar um pouco a vida das pessoas que têm dependência química. Vou tentar fazer isso esta semana. ;)

Também faz tempo que não publico os textos do meu pai e as poesias da minha mãe. Preciso retomar. Na verdade, preciso retomar o pé da minha vida, que desde o começo do ano virou um tumulto só. Já mudei de casa, já estou com as meninas agora oficialmente falando, estou terminando a pós, continuo firme no banco... falta organizar a parte financeira, mas isso só com a venda da casa mesmo, não tem outro jeito. É questão de tempo, eu sei. Mas aí a ansiedade é minha, porque esse apuro deixa a cabeça doidinha! É uma ginástica maluca, cobre de um lado, descobre de outro... some-se a isso os cuidados com a Thabata e a tensão constante para que ela se mantenha firme, ainda não deu mesmo para colocar tudo em ordem. Mas eu chego lá! . ;)

Aproveitando o papo... o Projeto 52 está caminhando legal, em dia... milagres acontecem!!! :D Vocês podem ver os scraps no link que tem na parte superior. Outra coisa: a loja está bombando! Tem lançamento de cortinas de box, além de cobertores e bolsas em promoção! Eu, no seu lugar, não perdia! ;)

Eu volto!

Andréa

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terça-feira, 10 de abril de 2012

Xô, inferno astral!!!

Vai dizer que você achou, realmente, que eu não ia perceber que você resolveu emendar um aniversário no outro? :s Desde o meu aniversário passado, lindamente comemorado com muitos amigos em Sampa, que eu tenho levado um baque atrás do outro! Não foi tanto assim? Ok, vamos relembrar então:


  • Maio - não tinha nem passado um mês do meu aniversário, e o primeiro baque (o maior, o mais violento, o mais dolorido, o que ainda não foi superado) chegou: a partida inesperada do meu pai!
  • Junho - o ápice da crise "Thabata", que culminou na aceitação dela pelo tratamento e, por consequência, a ida dela para a clínica.
  • Julho - a confusão em torno da primeira visita à Thabata, com minha consequente entrada na justiça pela guarda, tanto dela quanto da Samara.
  • Agosto - a partida da Milla, minha querida e fiel companheira, que ainda faz uma falta danada!!! Não consigo não lembrar dela...
  • Setembro - primeira audiência pela guarda das meninas, momento de tensão por motivos óbvios. e que não terminou da forma como eu gostaria, ainda que não tenha sido de todo ruim.
  • Outubro - recaída de comportamento da Thabata, o que causou uma extensão do tratamento por três meses. Ok, não achei tão ruim assim, porque ela iria ficar protegida nas festas de fim de ano e no Carnaval, mas ainda assim não era o que eu esperava ou queria.
  • Novembro - foi um mês mais "light", digamos assim, à exceção do início do período de chuvas e o aumento da tensão por causa disso.
  • Dezembro - aqui houve, de fato, uma trégua, com a viagem dos sonhos que eu fiz com a Samara para o Rio. Mas eu também tenho direito a férias, não? A última vez que havia viajado, para valer, coisa de uma semana inteira, tinha sido em 1999, para Poços de Caldas! Acho que esses míseros quinze dias foram mais que merecidos!!! ;)
  • Janeiro - mal voltamos das férias e... enchente! De novo, um repeteco do ano anterior, com prejuízos imensos novamente! Um mês fora de casa, eu e Samara na casa de uma pessoa amiga, com medo que houvesse mais uma repetição.
  • Fevereiro - quase no meio do mês, decidimos voltar para casa e... outra enchente! :( Sem comentários, né?
  • Março - claro que foi marcado pela volta da Thabata, mas também pelas preocupações com as finanças! Os prejuízos foram muitos, as dívidas se acumularam, acabei alugando casa para não correr mais riscos... e isso é de tirar o sono de qualquer um!!!
Que tal? Não acha que caprichou demais não? Então vamos combinar uma coisa? Já que amanhã é meu aniversário, e seu prazo de validade mais que expirou, vê se me esquece e vai assombrar outro, please? ;)

Muito bem, brincadeiras à parte, não pensem que escrevi tudo isso para me fazer de coitadinha. Foi mais para, sei lá, espantar os fantasmas ou fazer um balanço. O último ano, desde o meu último aniversário e descontando a enchente do ano passado, foi realmente pesado. Esse mini resumo aí não dá nem ideia de tudo o que passei, do que senti. Foi brabo! Está sendo ainda! Mas no começo do ano, com as duas enchentes, já falei demais dos meus dramas, porque realmente precisava de ajuda. Não só financeira, mas de colo mesmo. Então, abri meu coração, acabei me expondo mais do que costumo fazer.

Muitos de vocês nem sabiam de boa parte do que escrevi nessa retrospectiva, e isso por dois motivos: primeiro, eu não gosto de ficar falando dos meus problemas e, depois da enchente e do falecimento do meu pai, se eu começasse a enumerar tudo o que estava me acontecendo, certamente muitas pessoas acabariam por se afastar. Não é agradável conviver com alguém que só fala de desgraça! Além disso, para não expor a Thabata. O problema não começou em junho, é evidente. Ali foi o ápice da crise, e ela acabou aceitando se tratar. Graças a Deus hoje está bem, firme no propósito de se manter limpa, mas até chegarmos a isso foi barra! Na verdade começou muito antes de quando descobrimos, começou quando ela ficou morando com a ex do meu pai, à nossa revelia, é claro, até o falecimento da tal. Algo, também, que muitos desconhecem. Mas foi essa mulher, Ana Maria, quem ensinou a Thabata a usar drogas.

Por tudo o que aconteceu, tive muito medo, confesso, de me tornar uma pessoa depressiva, amarga. Acabei, eu mesma, me afastando de muita gente. Não por vontade, mas porque não sou hipócrita, e é difícil falar que está tudo bem quando não está. Mas eu não queria, voltando ao que falei acima, ficar falando sobre tudo o que estava acontecendo. Essa parte deixei para pouquíssimas pessoas. Umas que busquei para pedir ajuda, abertamente, outras que perceberam que havia algo de errado acontecendo e que se interessaram, deram abertura para o desabafo. Dessas pessoas eu tenho abusado, muito! Fico até sem graça, às vezes, mas eu tenho precisado demais disso. A pior parte de tudo o que aconteceu, foi a partida do meu pai, sem sombra de dúvida! Além da falta em si, ainda a falta dos conselhos, dos papos por telefone ou email, o entendimento mútuo... aí, né? Sobrou para essas pessoas, que resolveram me oferecer ajuda! Quem mandou? :D

Nesse período todo, senti muita falta dos papos, de participar mais ativamente dos grupos sobre inclusão, assunto que tanto me fascina e interessa, mas não queria ser "a chata", "a que só tem problema". Por outro lado, passei a fazer parte de um grupo "real", sobre dependência química, para poder ajudar a Thabata, onde também tenho aprendido muito. Esse grupo, o "Amor Exigente", me abriu os olhos para uma realidade que até então eu desconhecia. O que sabia sobre dependência química eram os reflexos da chamada codependência, aquela que eu vivenciava, dia após dia, enquanto Thabata ia afundando. Agora eu conheço a doença, aquela que é tão pouco entendida, que é rodeada de tantos preconceitos.

E foi por isso que resolvi falar no assunto agora. Há algum tempo venho tendo vontade de escrever um pouco sobre isso, sobre minhas percepções. Mas ninguém ia entender se eu escrevesse sobre dependência química, de uma hora para a outra, então fui adiando. Esperei a Thabata sair da clínica, vi que ela fala tranquilamente sobre o problema, sobre a internação. Perguntei a ela, antes, o que ela pensava sobre isso, e ela me deu a maior força. Então, breve, haverá um post sobre este tema, ok? Ou mais de um! ;)

Enquanto isso, vamos tocando em frente! Antes que pensem que estou deprê, esqueçam! Posso ter uma baixa de vez em quando, mas levanto, não perco a Fé jamais! Está difícil, principalmente, como disse lá em cima, a parte financeira. Mas sei que algo irá acontecer, as coisas vão dar certo! Ainda não sei como, mas que vão, vão!

Bom, eu fiz algumas alterações aqui no blog, para dar espaço aos scraps deste ano. Então, no item Referências, do lado direito, estão os links para o Projeto 52 - 2011, o Scraps 2011, e o Fotolivro Rio 2011/2012. Os links de cima, do Projeto 52 e do Scraps, já estão atualizados para 2012. Sim, comecei o Projeto 52 deste ano. Já fiz janeiro e fevereiro!!! :D O último, por enquanto, é esse:


A loja também continua ativa, ainda que nos últimos meses eu a tenha deixado meio de lado. Tem até cobertor em promoção!!! Vai lá espiar! ;)

Eu volto!

Andréa

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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Parabéns, Tha!!!


(postado um pouco antes porque o soninho já estava batendo, e amanhã tem trampo cedo!!!)

Meu amor, que alegria ter você perto no seu aniversário! Já estava achando que isso seria impossível, sabia? Mas qual nada... você foi mega valente, enfrentou tudo, e agora está aí... comemorando mais um aniversário! 16 anos... moça, quase adulta! Mas, mais do que isso... hoje a gente comemora mais um dia, né? Nove meses e dezoito dias, um passo por vez, aos pouquinhos vai conquistando sua nova vida!

Não é fácil, ao contrário. Está sendo bem complicado, um aprendizado diário, seu e nosso. Altos e baixos, crises, mas tudo isso faz parte, e a gente vai vencer essa! Porque, acima de tudo, está o AMOR, e esse não há quem derrube! Não desisti e não desisto! A gente vira o jogo, ô se vira!!!

Curta bem o seu dia, mas com consciência, responsabilidade, porque é assim que tem que trilhar cada momento de sua vida, sabe disso. Você amadureceu muito, aprendeu muita coisa, e ainda vai aprender muitas mais. A ser tolerante, por exemplo, e paciente, menos estressada... :D Calma, você chega lá!

Um Feliz Aniversário, querida! Lembre que sua Dinda ama MUITO você e que torce, diariamente, para que tenha uma vida linda, plena, feliz!

Beijos mil!

Dinda

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sábado, 31 de março de 2012

Di maior!!!


Chegou o grande dia!!! Aquela menininha pequeninha, gorduchinha, cresceu e virou gente! 18 anos!!! :D Como pode? Assim, de uma hora para outra, deixa de ser criança e passa a ser adulta, é? E perguntou se eu deixo? Pois deixo não, tá? :P

Meu amor, que você inicie este novo ciclo com muita responsabilidade, porque agora é por sua conta! Claro que sempre estarei ao seu lado, apoiando, aconselhando, dando a mão sempre que for preciso, mas você será a responsável pelos seus atos a partir de agora, e isso não é nada fácil!

Tenho certeza que seus avós também estão e estarão sempre perto de você, vibrando, comemorando com a netinha tão amada! Nunca se esqueça desses dois, que tanto fizeram por você, e continuam fazendo, pode ter certeza! Eles jamais deixarão de cuidar de você!

E nem eu! Não se livrará de mim facilmente, viu? Amo MUUUUUUUUUUUUUUUUUUITO você! Jamais se esqueça disso!!!

Que seu dia seja lindo, especial, ainda que não possamos fazer tudo aquilo que eu gostaria. Você sabe que os motivos são alheios à minha, à nossa vontade, né? Curta muito, aproveite muito, que logo você estará morrendo de saudades do tempo de criança, eu lhe garanto! :D Verdade, acontece com todo mundo!

Muita saúde, muito amor, muita luz, muita alegria, muito suce$$o em sua vida! Seja MUITO FELIZ, sempre!!! E conte comigo, para o que precisar! ;)

Um grande beijo, minha princesa!

Dinda

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segunda-feira, 19 de março de 2012

Ela voltou!!!


Sim, a família está completa novamente!!! :D Que coisa boa!!!

Foram nove meses, nove longos meses! Uma gestação completa, para uma nova vida, mais harmoniosa, mais feliz! Não foi fácil, e eu sei que a guerra ainda não foi vencida, mas vencemos uma batalha importantíssima neste período, né? Você nasceu de novo, Thabata! Vamos comemorar!!!

Eu e sua irmã penamos um bocado com a saudade, é verdade, mas você, minha linda, foi guerreira! Segurou a onda esse tempo todo, ainda que tenha tido seus momentos de baixa. Foi você quem aguentou a barra, quem buscou vencer as escolhas erradas que fez antes, para poder reconstruir sua vida, e criar um futuro lindo, ao qual você mais que tem direito! Não acabou, longe disso! Cada dia é uma vitória, cada dia é uma conquista a ser comemorada. Todo dia 16 agora tem um gosto mais especial, e nós iremos celebrá-los! ;)

Não pense que foi fácil acompanhá-la naquele dia, querida, vendo seus olhos marejados e seu rostinho tão bravo comigo... doeu muito fundo, mas eu tinha tanta certeza, Thabata, tanta... e a cada vez, espaçada e rápida, que pudemos nos ver durante este período, essa certeza só se fortaleceu. Porque a cada vez eu lhe encontrava melhor e mais forte. Mesmo quando baqueou! Porque às vezes é preciso dar um passo para trás para avançar com mais força ainda! E agora, ter você de volta, serena, forte, decidida, é um grande presente para mim! É a confirmação, se é que eu ainda tinha alguma dúvida, de que tomei a decisão certa lá atrás, naquele momento tão crítico, e ainda tão machucada que estava pela partida recente de seu avô. Pode ter sido sofrido, mas foi necessário, e você mesma reconhece isso hoje, né?

Seja bem-vinda de volta, meu amor!!! Mantenha-se firme em seu propósito, porque este é o caminho! Você já venceu tanta coisa, que por mais difícil que seja o dia-a-dia, pode vencer essas batalhas também! Eu confio em você, e estou ao seu lado sempre, para o que precisar! Eu e sua irmã, sempre! Nós três, juntas, formamos um time imbatível! Vamos em frente que a paisagem que se descortina é linda, e está à nossa espera!

Eu amo MUITO você!!! Nunca esqueça disso!

Dinda

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quarta-feira, 14 de março de 2012

Boas novas, finalmente!!!

Pois é, sumi de novo!!! Mas vocês têm de concordar que este começo de ano foi só um pouquinho atribulado, né? DUAS enchentes? Fala sério, ninguém merece!!! Mas foi o que aconteceu, e bagunçou minha vida por completo! Tinha como ser diferente? Depois da enchente do ano passado, quando reformei toda minha casa, comprei tudo novinho em folha, coloquei ela toda ajeitadinha, passar por tudo de novo? E pior: DE NOVO?

Foi tudo perdido, móveis, eletrodomésticos, tv, dvd... consegui algumas ajudas sim, mas é MUITA coisa! Ficaram dívidas nessa brincadeira, que agora vou ter que me virar para dar conta. Fora o medo, de permanecer em uma casa sujeita a enchentes. Essa última me deu uma baqueada, tive crises de choro... fora que qualquer ameaça de chuva o coração dispara de um jeito terrível!

Por essas e outras, acabei decidindo alugar um canto para ter um mínimo de tranquilidade até conseguir vender minha casa e financiar outra. É hora das chuvas pararem, talvez devesse esperar para não ter mais esta parcela, só que meu estado emocional não suporta mais nem o barulho da chuva, para começar. Depois, a casa vazia é mais fácil de vender, já tem uns interessados. Fora que não estando lá, posso tanto vender com calma como procurar outra com calma também. Se eu fico na casa e demora a vender, quando se aproximar o período das chuvas vou ter que sair às carreiras de lá, para não correr risco de perder tudo de novo, e estou arriscada a não encontrar casa disponível, foi uma luta achar uma em um preço razoável.

Assim, MUDEI! Ontem dormi na casa nova pela primeira vez. Depois de dois meses exilada em casa de amigos, finalmente em casa! Nem dormi, na verdade... DESMAIEI!!! Acordei assustada hoje de manhã, achando que tinha perdido a hora! Agora só preciso conseguir pagar isso... mas vou ter que conseguir! E, se Deus quiser, logo a minha casa é vendida também e tudo engrena.

Ainda ficarei meio sumida um tempo, porque a Telefonica demora para transferir a linha e mais ainda para transferir o Speedy, não perguntem porquê! Telefonica é sempre um mistério!!! Cheguei a cogitar trocar o número, mas aí não tem disponibilidade de Speedy, não adianta. Então, contando com celular e lan house, a coisa fica meio enroscada, mas falta pouco agora.

De qualquer forma, agora é vida nova! Casa nova, astral novo, e tudo para melhor, MUITO MELHOR! Mais uma vez, obrigada por todo o apoio, carinho, torcida... porque sem isso eu não teria conseguido!!!

Eu volto! E assim que conseguir arrumar as coisas posto fotos da casa para vocês!

Andréa

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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Tentando, tentando, tentando...

Desculpem meu sumiço. Foram dias atribulados, confusos, mas que eu pensava, tendiam a trazer a normalidade novamente. Ledo engano!!! Dia 11, sábado passado, voltei para casa. Não podia mais abusar da hospitalidade da D. Lourdes, que me recebeu e à Samara com tanta boa-vontade, afinal de contas. Precisava voltar, deixar vir os móveis, aproveitar o Carnaval para botar um pouco de ordem na casa. Ah, então você está curtindo o Carnaval em meio à arrumação? Não! Como assim?

Muito simples... na noite do dia 11, aquele mesmo dia em que voltei para casa, dia em que fiz mercado para poder retomar a rotina, outra enchente aconteceu. É verdade, infelizmente. Eu e Samara estávamos em casa,  então ainda conseguimos salvar algumas coisas, levando para a casa da vizinha, que tem um segundo andar. Mas tivemos, de novo, que sair às carreiras, deixando tudo para trás. Pegamos apenas uma sacola de roupas que havíamos trazido pela manhã e saímos. Ficamos na padaria, esperando a cidade esvaziar para poder ir para a casa de uma amiga, a quem pedimos abrigo. Estas fotos foram tiradas por outras pessoas, mostram a ponta oposta da praça, em frente à rodoviária, e a frente do Radio Hotel, bem no centro, na rua do comércio.




Com isso, podem imaginar como fiquei? Mal dormi à noite, domingo ainda tentei ir com Samara limpar tudo, mas cadê ânimo? Não parava de chover, havia previsão de chuva forte novamente, o medo de encher mais uma vez, acabei deixando para segunda, quando pusemos a mão na massa (ou na lama), mais uma vez. Com a ajuda de vizinhos, limpamos toda a casa, tiramos o grosso da lama das roupas e objetos, e saímos de volta para a casa de minha amiga. Não tínhamos nem onde dormir ou cozinhar, fora o medo de novas chuvas! Aliás, na segunda, quando ia descendo para casa, ligaram para avisar que os móveis seriam entregues! Ainda bem que deu tempo de segurar, deixar tudo guardado até que eu veja o que vou fazer da vida! Senão teria perdido tudo de novo!!!

Ao longo da semana, surgiram algumas possibilidades de ajuda, para que eu possa alugar um canto e sair de lá, ainda antes de conseguir vender a casa, financiar outra, e mudar de vez. Esbarramos, entretanto, em uma dificuldade: os preços! Continuo em busca, espero que com o fim do Carnaval as pessoas caiam em si e deem uma baixada, porque do jeito que está é impossível! Mas vamos tocando, ainda assim.

A situação está complicada. Tanto a financeira, diante de tudo o que vem acontecendo, não só este ano, mas mesmo a emocional. Tenho tentado me manter firme, animada, confiante, mas confesso que desta vez dei uma baqueada. No domingo mesmo, quando estávamos a caminho de casa e começou a chuva, nem dei conta de chegar até lá. Samara foi sozinha, pegou algumas coisas, viu como estavam as coisas, enquanto eu esperava na rodoviária. Estava me sentindo esvaziada, sem forças, com um nó na garganta que não passava. Enquanto estava lá, um dos corretores passou, e disse que vamos conseguir vender a casa, mas que precisamos dar um tempo, é claro. Durante a semana, trabalhando, a coisa ficou mais tranquila. Muita gente, cabeça ocupada... mas hoje comecei a baquear de novo. E não quero ficar assim, não sou assim!!!

Sou humana, sei disso. Preciso me permitir fraquejar às vezes, mas não gosto de me sentir assim, vulnerável. A verdade é que não aguento mais ficar dependendo da solidariedade dos outros, para ter onde dormir, comer... não estou sendo ingrata, ao contrário. Cada um que tem me ajudado tem minha gratidão para o resto da vida, mas estou precisando ter meu canto de novo, o meu espaço, e o mais rápido possível! Sabe aquela coisa de ficar à vontade, de camisola, comer o que dá na telha, ver o que quer na televisão, ou ficar em silêncio se for o caso? Estou desde o dia 12 de janeiro na casa dos outros, já é a terceira agora, porque minha amiga ia receber gente para o Carnaval e precisei procurar novo abrigo. Não está fácil!!!

Esta incerteza sobre o que fazer, para onde ir, está me corroendo. Deixo entregar os móveis em casa?  Arrumo as coisas lá mesmo? Quem garante que não teremos mais uma enchente até que "as águas de março" fechem o verão? Mas se não acho um canto para alugar, num preço razoável, o que devo fazer? Samara tem dividido tudo comigo, da maneira como consegue. Foi atrás de casa em tudo quanto é canto, tem procurado me dar força, mas também é uma menina ainda, então tem seus altos e baixos de humor, como boa adolescente que ainda é.

Por essas e outras, estou meio ausente de tudo, em silêncio. Não estou em depressão, não é isso. Continuo batalhando, com Fé, coragem, mas estou meio perdida nisso tudo, e não quero ficar me lamuriando com vocês, levando meus problemas... só que estava passando tempo demais, e eu lhes devia uma notícia, depois de toda a força que me deram. Espero voltar com notícias melhores da próxima vez.

Andréa

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Quebra-cabeça

Estava devendo notícias, mas ontem não consegui acessar Yahoo (por onde envio o aviso das postagens para um monte de gente) nem o Facebook, então acabei deixando para hoje. Como disse na última postagem, estava correndo atrás das possibilidades, tanto de subir o segundo andar como de um financiamento através do "Minha Casa, Minha Vida".

Ontem passei o dia em Serra Negra, pedi no banco para faltar justamente para poder me dedicar a estas coisas. Tirei da cabeça, de vez, o segundo andar. É possível, sim, mas o custo é alto e eu não terei como pagar. Não fiquei aborrecida porque, a bem da verdade, não era a minha solução preferida, já havia até comentado aqui.

Com relação ao financiamento, a coisa muda de figura. Ele é totalmente viável, só preciso conseguir montar o quebra-cabeça direitinho. A primeira coisa é vender a casa, que não pode estar em meu nome, senão o financiamento não é liberado. Feito isso, é preciso encontrar uma casa que seja aceita pelo banco e dar entrada no pedido, que leva cerca de dois a três meses para ser liberado. A simulação feita, sem usar o saldo de FGTS resulta em uma prestação possível de encarar, a partir do momento em que eu venda a casa e use parte do dinheiro para liquidar meus empréstimos. Claro, uma coisa ou outra! Sou bancária, não banqueira, afinal de contas!!! :D A "sobra" da venda, pode ser usada para completar o valor da casa, porque o valor aceito pelo banco não é alto. Claro que depende de por quanto vou conseguir vender, mas partindo do que foi falado pelos corretores, é possível.

E é aí que entra o quebra-cabeça: tenho que vender a casa, conseguindo um prazo para mudar que dê tempo de sair o financiamento e eu poder fazer a mudança. Lógico que sempre há a possibilidade de algum(a) amigo(a) nos hospedar, mas o que fazer com móveis e... cachorros????? Não dá, tenho que encaixar as duas coisas, mas sei que é possível fazer, é tudo questão de negociar direito.

Ou seja, minha casa já está à venda, e os corretores já estão em busca, também, de uma que me atenda. Claro que muito dificilmente será tão central quanto a minha, o que vai me complicar um pouco, uma vez que não tenho carro. Quanto mais central, mais cara, e aí não vou ter para completar. Ok, vou ter que me adaptar, acostumar a sair mais cedo para os compromissos, mas tudo bem. É o menor dos problemas!

As chuvas continuam sem dar trégua... tem chovido um bocado e, exatamente por isso, ainda não tive coragem de voltar para casa. Se onde estou já não durmo direito, imagina lá? Sem chance!!! Ainda bem que janeiro está chegando ao fim... em fevereiro as chuvas tendem a diminuir!

Mais uma vez quero agradecer toda a ajuda que tenho recebido! Cada um que está contribuindo, por pouquinho que pareça, faz uma diferença enorme!!! De verdade, apesar de ter conseguido boa parte dos móveis, há muita coisa a repor, e a grana está curtíssima!!! Então, quem puder ajudar, estou aceitando. Como falei para a Bel, já perdi a vergonha! Ela ficou indignada que eu possa falar em vergonha numa hora dessas, mas não é do meu feitio pedir ajuda, ainda mais desta forma. Na verdade, nem fui eu quem começou a "campanha", mas aceitei, porque sei que é de coração e, sozinha, não terei como me levantar mesmo. Não adianta bancar a orgulhosa agora.

Assim que for possível posto de novo. Meu modem e meu roteador ainda estão "hospitalizados" e, de qualquer forma, não estou em casa. Onde estou hospedada não tem internet, continuo então dependendo do celular (quando pega) e da lan que, obviamente, não pode ser todo dia!

Obrigada a cada um que tem em ajudado, seja de que maneira for. Mesmo que seja com orações, palavras de carinho e conforto, por não poder fazer de outra forma. Tudo isso tem me dado forças para seguir adiante. Ano passado foi difícil, mas eu tinha meu pai comigo, ajudando a segurar a barra, não me deixando desabar. Agora sou eu a "ponta"... e preciso ficar firme por causa das meninas. Vocês estão sendo fundamentais para que eu consiga!


Andréa





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